Faturamento no Sistema Único de Saúde (SUS): A importância do gerenciamento para uma administração eficaz

FATURAMENTO

O setor de faturamento hospitalar é extremamente complexo tanto no sistema público como no sistema privado.

No sistema privado ele trabalha por regime de competência, ou seja, presta o serviço no mês e só irá receber 30 dias após a realização do procedimento, podendo chegar até 60 dias, dependendo da complexidade de alguns casos.

Outro detalhe importante nos hospitais privados, é que não se pode descartar a possibilidade do hospital não receber pelo serviço prestado, é o que chamamos de glosa hospitalar, (assunto já discutido por aqui anteriormente), que é tão temida pelos prestadores de serviço em saúde.

No sistema de saúde pública o faturamento tem a realidade um pouco diferente, pois o hospital público recebe uma verba que é distribuída mensalmente, a garantia do recebimento dessa verba dependerá do alcance das metas de atendimento/procedimentos que foram pré-acordadas entre o Governo do Estado e a Organização que administra o hospital. Vale destacar que no estado de São Paulo alguns hospitais são administrados por Organizações de Serviço de Saúde (OSS).

Caso o hospital não consiga alcançar sua meta ele sofrerá penalizações sendo uma delas a redução do recebimento da sua verba integral determinada para aquele período.

O cumprimento desta meta depende de uma série de fatores, um deles relacionado à prestação de serviço por unidade de atendimento exemplo: (Pronto Socorro Adulto – PSA, Pronto Socorro Infantil – PSI e Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico – SADT).

As metas são individualizadas para cada tipo de unidade e para que um hospital não seja penalizado financeiramente ele deverá realizar um número X atendimentos/mês na unidade de Pronto Socorro Adulto, caso essa meta são seja alcançada ele terá uma redução de um percentual já pré-definido na sua verba mensal para este serviço.

É fundamental o acompanhamento destes serviços através da elaboração de indicadores semanais de desempenho, este, permitirá visualização da situação do hospital em tempo real, sendo possível realizar intervenções para que o resultado final seja positivo. Outro fator que pode comprometer o envio das remessas do faturamento para a Diretoria Regional de Saúde é a falta de parametrização do sistema de informação hospitalar (ERP).

É importante que o sistema seja ajustado de acordo com as necessidades da instituição, lembrando que estes ajustes são alinhados com as necessidades  do SUS e a falta de parametrização pode gerar retrabalho e penalizações devido ao não cumprimento das regras para o  envio de remessa de faturamento .

Por este motivo destaco a importância do setor de faturamento trabalhar em parceria com o setor de tecnologia da informação, infelizmente, o que venho notando é que muitos ainda não se atentaram a essa necessidade indispensável.

A parceria destas áreas identifica os gargalos que necessitam correções imediatas e adequações de problemas sem que seja necessário ocorrer penalização do hospital.

A complexidade do setor é muito grande, porém, se for administrado com eficiência os resultados serão satisfatórios garantindo não somente a saúde dos pacientes, mas também a saúde financeira do hospital.

Até breve.

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Comunicação nos Hospitais Públicos

COMINICACAO

Depois de escrever alguns artigos sobre a Saúde Privada no Brasil, estou desenvolvendo um trabalho onde tenho a oportunidade de aprofundar meus conhecimentos na gestão pública.

Apesar de toda dificuldade que o sistema enfrenta, devido à escassez de todo tipo de recurso, confesso que esta sendo muito desafiador desvendar todos os processos.

Minha jornada em um hospital público de referência me proporcionará acompanhar de perto o dia a dia de diversas áreas do hospital. Vou fazer o possível para conseguir dividir esse aprendizado com vocês, mesmo que o tempo para passar por aqui esteja ficando cada vez mais escasso.

Para iniciar irei escrever um pouco sobre o setor de comunicação e assessoria de imprensa. Vamos conversar sobre a importância e o seu papel no ambiente interno e externo do hospital.

O setor de comunicação em um Hospital Público atua de acordo com as necessidades de cada instituição, mas podemos afirmar que ele é responsável pelas seguintes ações:

Endomarketing;

Assessoria de imprensa;

Publicidade / propaganda;

Eventos e feiras hospitalares;

Ações institucionais;

Relações públicas.

O endomarketink é realizado através da elaboração de revistas e jornais, além da comunicação através de quadro de avisos, e-mail e intranet.

O setor mantém a identidade visual da instituição, realiza ações articuladas ao planejamento estratégico da diretoria, preservando sempre a marca que a instituição carrega.

No ambiente interno a comunicação trabalha em parceria com a área de recursos humanos, atuando na elaboração e divulgação de campanhas de incentivo ao colaborador, visando à motivação e a melhoria contínua através da divulgação de treinamentos.

A área pública hospitalar não possui uma legislação especifica com relação à padronização de fachadas, placas e banners, porém é necessário confeccionar todos os projetos com base nos manuais de identidade visual da própria instituição (que administra o hospital) e do Governo do Estado.

Um Hospital Público de referência de atendimento recebe grande cobrança por parte dos órgãos públicos como: a Secretaria Estadual de Saúde, o Ministério da Saúde e o Governo do Estado.

Por este motivo o setor de comunicação tem grande preocupação com a imagem da instituição, suas ações são voltadas para a segurança do paciente e na prevenção de crises futuras que possam prejudicar a imagem do hospital.

O relacionamento com os veículos de comunicação é realizado através da elaboração de Releases, notas, textos e artigos, sempre destacando as demandas institucionais dos serviços oferecidos na instituição, lembrando que todas as informações devem possuir o aval da Secretaria de Saúde.

A relação com os clientes externos merece especial atenção, pois qualquer falha em alguma parte do processo poderá prejudicar a imagem da instituição, uma vez que a informação será disseminada rapidamente entre os veículos de comunicação.

É importante ressaltar a importância da confidencialidade e a segurança das informações por meio de treinamentos específicos com os funcionários, isso reduz o risco de problemas futuros relacionados ao vazamento de informações confidenciais.

Durante minha jornada estou cada vez mais aprendendo que o desafio na saúde pública do Brasil é enorme, entretanto, com trabalho qualificado e um bom planejamento se pode fazer muito mais.

Até a próxima.

 

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A utilização de ferramentas de controle e planejamento para a melhoria da Qualidade em Saúde.

Não é novidade para ninguém que o mercado cresce a cada dia de maneira avassaladora e a concorrência em alguns momentos, desleal, é capaz de massacrar as empresas que não se preparam adequadamente.

Com o número de empresas aumentando e os clientes tornando-se cada vez mais exigentes, o grande desafio das empresas é descobrir de qual maneira elas irão captar, reter e fidelizar os seus clientes.

Não tenho nenhuma dúvida que esses 3 pontos (fundamentais) captação, retenção e fidelização dos clientes estarão a cada dia mais atrelados a qualidade e excelência na prestação dos serviços.
A qualidade é um termo subjetivo, pois ela deve satisfazer as necessidades implícitas e explicitas das partes interessadas, gosto muito da definição de Joseph Moses Juran que diz que a “Qualidade é adequação ao uso” e esta adequação é definida pelo consumidor.

Acredito que para se obter qualidade em qualquer instituição seja necessário investimento em inovação, tecnologia e sustentabilidade, porém não adianta investir se não existir o controle e direcionamento desses recursos de maneira eficiente.

Para que esta destinação de recursos seja feita de maneira eficaz devemos utilizar algumas ferramentas de controle e planejamento. Vamos conhecê-las abaixo:

Ferramentas para o controle da qualidade

Estratificação: prioriza o ataque aos problemas, consiste na tabulação de informações em grupos para que seja possível identificar a causa ou origem dos problemas.
Diagrama de Causa e efeito: Prioriza cientificamente os fatores causais, organiza e correlaciona o efeito com suas causas, também conhecido como Diagrama de Espinha de Peixe ou Diagrama de Ishikawa”.
Histograma: Diagrama de barras verticais que prioriza a avaliação e o monitoramento dos processos através da variabilidade dos dados em um determinado período.

Ferramentas de planejamento

Diagrama de Priorização: como o próprio nome já diz o diagrama tem o objetivo de “priorizar” o fator mais importante a ser solucionado, o que deverá ser considerado e quais serão as metas a seguir. É uma ferramenta de tomada de decisão utilizada geralmente com o Diagrama de Ishikawa e também conhecida como Matriz GUT– Gravidade, Urgência e Tendência.
Diagrama de processo decisório: seleciona o melhor processo a ser realizado através da avaliação do progresso dos acontecimentos, ele é capaz de garantir o alcance de uma meta através da analise das possibilidades de ocorrências que podem acontecer, assim como as soluções que poderão ser adotadas.

Estas são apenas algumas das ferramentas que podem nos auxiliar no processo de gestão da qualidade, selecionei as que eu considero mais importantes, porém isso é uma questão de afinidade, habilidade ou até mesmo a necessidade de cada instituição.

Durante esse artigo percebemos que as ferramentas de qualidade são extremamente importantes, elas alinham os processos para que o foco da instituição não seja perdido. São capazes de reduzir o desperdício através da identificação de falhas e contribuem para que todas as necessidades e expectativas dos clientes sejam alcançadas fazendo com que a empresa não perca sua competitividade no mercado.

Espero sua opinião sobre o assunto. Nos falamos em breve. Até mais.

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