Gestão

Glosas hospitalares, para o bem ou para o mal?

Por Roberta Massa | 04.01.2011 | Sem comentários

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Para as operadoras de planos de saúde e empresas de autogestão mesmo não sendo assumido categoricamente, a glosa hospitalar tornou-se uma ferramenta  de controle de fluxo de caixa, onde muitas vezes os pagamentos são negados com justificativas improcedentes em sua maioria.

Com este recurso as operadoras acabam atrasando o pagamento aos hospitais e clinicas, e acabam mantendo o equilíbrio do seu fluxo de caixa, este processo não é a ferramenta (procedimento) mais apropriada (o) para administração de fluxo de caixa de uma instituição de saúde.

O que podemos dizer do ponto de vista dos hospitais?

Com relação aos hospitais é importante que estejam atentos a duas questões que considero extremamente importante.

1. As glosas estão sendo devidamente administradas na instituição?

2. O índice baixo de glosas é sinônimo de uma boa gestão hospitalar?

A maneira mais eficaz para administração e controle das glosas em um hospital é a criação de um setor especifico na instituição para  auditoria, controle e recurso de glosas, desta forma a instituição conseguirá minimizar os impactos de atraso de recebimento, assim como evitar a perda de receita, pois as grandes operadoras estipulam prazos para que a glosa seja recursada.

Com a criação deste setor também é possível monitorar os  erros causados pela equipe atuando na causa raiz do problema e se for necessário propor  a realização de treinamentos e palestras.

É importante o acompanhamento destas glosas mensalmente, pois o baixo índice de glosas não significa dizer  que as coisas estão sendo realizadas corretamente.

As cobranças podem não estar sendo lançadas em sistema, e uma vez que não tenham sido lançadas não estão sendo cobradas.

Controle e auditoria são ferramentas extremamente importantes para driblar a estratégia das operadoras, por isso é fundamental ter bem definido quem irá exercer essa função, com eficiência e cuidado.

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