Qualidade

Acreditação Hospitalar e sua realidade

Por Roberta Massa | 04.02.2011 | 3 comentários

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Com a evolução da ciência administrativa e a constante preocupação das empresas em relação aos seus concorrentes, o avanço do mercado exige por parte das empresas a busca pela eficácia e efetividade para manter  o alto grau de competitividade no mercado.

Na área da saúde esta realidade não é diferente, o alto grau de competitividade no mercado é realizado pela busca constante dos selos de qualidade e acreditações.

Podemos citar como exemplo a Joint Commission Internacional, a principal organização de acreditação em saúde dos Estados Unidos, por sinal uma organização muito bem conceituada, com pouquíssimas instituições no Brasil que receberam sua acreditação.

Os critérios de acreditação são metas internacionais de segurança e envolvem pacientes, familiar, diagnóstico, tratamento, recursos materiais e humanos.

Nós profissionais da saúde, que trabalhamos em instituições que buscam a melhoria continua, lidamos com o fantasma das auditorias, sempre temos que nos preparar para responder todo tipo de questionamentos do auditor sem titubear para que não seja gerado uma não conformidade.

Posso ser um tanto quanto radical, isso faz parte da minha busca pela excelência no atendimento médico das instituições, por isso me permitam levantar algumas questões, que vão além da acreditação em si:

  • As instituições (acreditadas) realmente  atuam com todos os princípios do órgão acreditador após auditoria?
  • O que acontece com os funcionários que geram uma não conformidade grave?

Na realidade vejo  que após a auditoria os armários que escondem os problemas são abertos, e os funcionários que não existiam (apareciam)  no momento da auditoria aparecem e tudo volta a ser como era antes.

Após 6 meses começamos novamente os preparativos para próxima auditoria. É nesse momento que os gestores irão escolher quem será escondido e  o que vai desaparecer.

O funcionário que gera uma não conformidade, dependendo da gravidade, não vai para reciclagem, ele é demitido, porém nunca ninguém assume que sua demissão foi devido a esta não conformidade.

A Acreditação para o cliente/paciente deveria ser uma garantia de qualidade. Pena que ele não é o padrão nos 365 dias do ano.

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  • O auxilio da tecnologia com um sistema de gestão integrado de gestão durante o processo de Acreditação pode garantir a perenidade do selo. Processos como a rastreabilidade de medicamentos e integração com código de barras, uma vez implementados, dificilmente retrocedem, pois agilizam a identificação dos pacientes e o dia-a-dia dos funcionários. Além disso, pode também ser determinante por proporcionar uma melhoria na gestão de recursos, acesso rápido e fácil as informações possibilitam a geração de relatórios gerenciais e estatísticos integrados.

    A fácil integração entre as soluções e módulos disponibilizados por ERP auxilia muito na conquista da Acreditação, pois automatiza processos que antes eram feitos e controlados manualmente, como compras e patrimônio. Outro benefício é a redução da redundância de informações na instituição e isso acontece porque, com departamentos utilizando o sistema integrado e compartilhando a mesma base de dados, não existe a necessidade de repetição como reentrada de dados.

    • Bom dia, Mariana
      Não tenho dúvida de que alguns processos não retrocedem, porém por mais que a tecnologia avance e seja uma grande aliada na gestão, todos nós sabemos que ainda temos muito papelada assombrando as instituições hospitalares, com relação as auditorias para acreditação, muitos cargos existem no momento da auditoria e após ela, simplesmente desaparecem, isso é o que não pode ocorrer em uma instituição que preza pela excelência.
      Muito obrigado pela colaboração.

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