Internação Domiciliar, redução de custos hospitalares ou a melhor maneira de recuperação do paciente?

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A fragilidade do sistema de saúde pública no Brasil faz com que aumente a  procura pela assistência do serviço privado, dessa forma,  se torna ainda maior  o desafio de administrar os recursos dentro de uma instituição hospitalar.

Pagamos por um serviço que fazemos de tudo para não utilizá-r, porém surgindo a necessidade, temos ciência que o valor de uma internação hospitalar em um hospital de pequeno porte chega pode chegar facilmente em valores altos.

Os pacientes que permanecem hospitalizados por mais de 5 dias em um hospital, dependendo do diagnóstico, passam a gerar certa preocupação para as operadoras de plano de saúde e as empresas de autogestão.

Diante da situação, muitas vezes influenciam no tempo de permanência de uma internação sugerindo a alta hospitalar vinculada ao serviço de Home Care.

Em alguns casos diante da “pressão” realizada pelas empresas, o hospital acaba consentindo alta ao paciente vinculado ao Home Care mesmo ainda existindo  um paciente que necessita de maior tempo de hospitalização.

Este tipo de conduta além de prejudicar o paciente acaba prejudicando a empresa, pois em muitos casos o paciente vai para casa e volta ao hospital em pouquíssimo tempo devido à piora do quadro clinico.

A prestação de serviço de Home Care não pode ser visto pelas operadoras de plano de saúde somente como uma fonte de redução de custos, mas  também (principalmente) como uma ótima opção de tratamento, observando as limitações do quadro patológico de cada paciente.

O Home Care contribui positivamente no tratamento dos pacientes, um exemplo importante é a redução aos riscos de infecção hospitalar , pois os pacientes não ficam muito tempo expostos as bactérias presentes  no ambiente hospitalar.

O fator emocional também contribui significativamente na internação domiciliar, pois o paciente certamente se sentirá  mais a vontade dentro de sua casa, próximo de seus familiares e amigos.

As maiorias das empresas de Home Care desenvolvem programas de monitoramento dos pacientes, estes programas são realizados com o acompanhamento de equipe multiprofissional com  atuação  preventiva. Muitas vezes diagnósticos são realizados e problemas são tratados na residência do paciente sem a necessidade de internação hospitalar.

Este conduta não traz somente a segurança ao paciente, mas também evita internações hospitalares desnecessárias reduzindo significativamente os custos hospitalares.

A prestação de serviço de Home Care é uma modalidade que só vem a agregar ao sistema de saúde. Creio que  tanto o setor público quanto privado podem se beneficiar desse serviço onde não só os custos tenham importância, mas também e principalmente o bem estar do paciente.

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6 respostas para “Internação Domiciliar, redução de custos hospitalares ou a melhor maneira de recuperação do paciente?”

  1. Simone M.M.M. Garcia says:

    Home Care, sem dúvida nenhuma é uma ótima opção para a reabilitação de pacientes crônicos; porém, como comentado no artigo, é necessário muito “bom senso” para avaliar até onde se pode realizar as intervenções no ambiente domiciliar, e quando é o momento de uma internação hospitalar.
    Vivo esta realidade, e confesso que muitas vezes tive que “brigar” com o convênio quando queriam fazer procedimentos de risco, no domicílio… mas eu sou profissional da saúde, tenho conhecimento e argumentos! E as famílias leigas?

  2. Renato says:

    Simone,

    Trabalho em uma empresa de Home Care e todos pacientes atendidos, não só os crônicos mas também os que apenas fazem procedimentos, eles realmente se sentem mais vontade como diz a matéria, conseqüentemente sua recuperação é mais acelerada. Sabendo que o nosso sistema de saúde é precário, acredito que os médicos vão se sensibilizar e vai começar dar alta para os pacientes mais rápidos e dar continuidade no tratamento na sua residência, pois os hospitais estão sem capacidade de atender toda a demanda.
    Como a matéria informa, o Home Care contribui positivamente no tratamento dos pacientes, além disso, a medicina preventiva ajuda a “desatolar” os hospitais.

  3. Lilia Raposo says:

    Podemos considerar recuperação quando esta não envolve riscos. O Plano Terapêutico proposto pela empresa de Home Care, aprovado pela seguradora que supostamente se responsabiliza pela substituição deste pelo hospital e frente essas questões o paciente e seus famíliares estão de acordo, tudo parece estar em perfeita sintonia. Entretanto, no momento em que ocorre um erro, a família se vê contra o relógio da agilidade com que é atendido, dos recursos que dispõe no domicílio para minimizar os agravos e da árdua decisão entre “serviço de taxi com ambulância” direto para o hospital.
    Isto custou uma vida: a da minha mãe por uma BCP aspirativa de medicação anti-coagulante diretamente em seu pulmão. A excessão é 100% na estatística da família. Reduziu-se o custo hospitalar, parecia ser a melhor solução, mas 1 vida a menos do nosso convívio. Complicado tudo isso principalmente porque a filha da paciente, que vos escreve, é da área da saúde. Em adendo ao comentário acima de Simone, e as famílias leigas???

  4. celeste bagdede says:

    Sou assistente social de um plano de saúde de autogestão e desde 2005 vimos trabalhando também com homecare. Não resta dúvida que esta modalidade de assistência tem os custos mais baixos quando comparados com as despesas hospitalares. Mas acho muito forte afirmar que o único critério que move os planos de saúde a buscarem esta assistência seja exclusivamente a redução de despesas. Não podemos esquecer que estamos trabalhando com vidas e que acima de tudo existem critérios clínicos e sociais para a admissão de pacientes em um homecare. Assim, quando o Convênio pede uma proposta de atendimento para uma empresa de homecare, o faz primeiro pq há indicação do médico assistente do hospital e segundo pq houve a concordância da família em levar o seu paciente para casa.Também temos que considerar que se o paciente está muito instável, com risco de descompensar facilmente, as próprias empresas de homecare contra-indicam este atendimento. Tem que haver responsabilidade acima de qualquer coisa. Profissionais sérios não indicarão um homecare simplesmente para satisfazer desejos pessoais de algumas famílias, assim como empresas idôneas não vão correr o risco de levar o paciente e logo em seguida terem que retorná-lo para uma unidade hospiatalar, somente pq é negócio para eles.Isso só queimaria a imagem dos profissionais e de instituições.Pelo que venho acompanhado, tem sido cada vez mais frequente os médicos dos hsopitais nos solicitarem avalaição de pacientes para homecare.Portanto, aindicaçaõ via de regra não se dá por pressão dos convênios para dar alta aos pacientes. O que há de bom nisto tudo é que, ainda que tardiamente, os profissionias de sáude em geral (médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, etc) estão entendendo que precisamos urgentemente substituir este modelo hospitalocêntrico. Hospital é para realização de cirurgias e procedimentos de alta complexidade.

  5. Rita de Cassia Pereira Quesado says:

    Como socia proprietaria de uma empresa de home care e como enfermeira,acredito que internacao domiciliar abrange trazer cuidar de nossos familiares dentro de nossa casa, dar o maximo de conforto, segura e amor a eles e também reducao de custo para o convenio
    mas para que isto ocorra a empresa de home care tem que ter etica, responsabilidade para com seu paciente e familiares.Nao permitir que plano de saude ,ou quem quer que seja determine,qual o plano de cuidados para seu paciente ou sinta prressionado a retirar um paciente de um hospital sem estabilidade clinica.Varias vezes planos de saúde desejaram interverir para reduzir seus custos ainda mais dentro do atendimento domiciliar,como reduzir a complexidade do atendimento.Algumas vezes consegui que eles compreende-se que antes de reduzir mais o custo ,nossa maior responsabilidade sempre sera a vida do paciente, quando isto nao aconteceu rompi o contrato com o plano de saude.
    Estou no mercado há 11 anos e sei como e difícil manter uma empresa neste pais, mas ética,responsabilidade confiança e credibilidade dos meus pacientes e familiares não tem preço.

  6. Nice…thanks for this.

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