Gestão

Sistema Único de Saúde – SUS do lindo sonho a dura realidade

Por Roberta Massa | 10.07.2011 | 1 comentário

Inicio o artigo de hoje pedindo desculpas pela minha ausência, a verdade é que a finalização da graduação trouxe muita alegria, más também gerou muitas preocupações relacionadas a minha carreira profissional, enfim, com o tempo estou me organizando e rapidamente acertarei essa situação.

Nas últimas semanas um assunto foi destaque em todos os sites de saúde que costumo navegar, o novo Decreto 7508/11 DOU-28/06/2011 publicado pela nossa presidenta Dilma Rousseff, que se trata da ampliação de acesso a saúde com novo modelo de gestão do SUS.

O novo decreto de contrato de ação pública enfatiza que todas as esferas de governo (municípios, estados e união) terão suas atribuições e responsabilidades, tanto administrativas como operacionais e financeiras na prestação de serviços na Saúde.

O contrato de ação pública, além de propiciar maior controle na gestão dos serviços de saúde, também irá gerar estímulos financeiros aos municípios que apresentarem um desempenho significativo nos programas de ação a  Saúde desenvolvida na região. O decreto enfatiza a importância da assistência regionalizada através das unidades básica de saúde e pelo programa de saúde da família.

Acredito que  o decreto proporcionará maior controle para a gestão destes serviços, porém estão ação sozinha não irá acabar com as longas horas de espera para atendimento nos hospitais.

Não podemos esquecer a falta de equipamentos para realização de exames, e o grande descaso da falta de leitos UTI em todo o Brasil. Sem contar a gestão incapaz e pouco profissionalismo, inclusive por parte da equipe médica.

Quem não ouviu falar do caso das denúncias no Hospital Geral da Cachoeirinha e Hospital Geral de Sorocaba, que resultou no pedido de demissão do Secretário de Esporte do Estado de São Paulo o médico Jorge Pagura?

Para uma mudança geral no sistema é necessário uma grande reforma  no sistema único de saúde, não adianta colocarmos inúmeras ferramentas de controle e gestão e mantermos as mesmas pessoas para controlá-las.

Os incentivos financeiros não devem ser aplicados somente nas estruturas físicas de atendimento, é necessária uma mudança na administração das pessoas que trabalham neste sistema.

A maioria dos funcionários, devido ao desgaste causado pelo sistema e pela estabilidade na função realiza seu trabalho de maneira automatizada, muito distante de ser  um atendimento humanizado e esquecendo completamente os princípios do sistema único de saúde – SUS.

Ao visitar hoje um hospital público, tenho a impressão de que estou numa repartição pública, com funcionários carrancudos e mal humorados o inverso do que o ambiente hospitalar necessita.

O Brasil necessita que a Universalidade, Integralidade e Equidade saiam de uma vez por todas do papel e se tornem algo palpável através do sistema único de saúde, somente desta maneira poderemos dizer que nosso atendimento chegará próximo ao ideal.

Até a próxima!

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