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Faturamento no Sistema Único de Saúde (SUS)

4 comentários
Faturamento no Sistema Único de Saúde (SUS)

 

O setor de faturamento hospitalar é extremamente complexo tanto no sistema público como no sistema privado.

No sistema privado ele trabalha por regime de competência, ou seja, presta o serviço no mês e só irá receber 30 dias após a realização do procedimento, podendo chegar até 60 dias, dependendo da complexidade de alguns casos.

Outro detalhe importante nos hospitais privados, é que não se pode descartar a possibilidade do hospital não receber pelo serviço prestado, é o que chamamos de glosa hospitalar, (assunto já discutido por aqui anteriormente), que é tão temida pelos prestadores de serviço em saúde.

No sistema de saúde pública o faturamento tem a realidade um pouco diferente, pois o hospital público recebe uma verba que é distribuída mensalmente, a garantia do recebimento dessa verba dependerá do alcance das metas de atendimento/procedimentos que foram pré-acordadas entre o Governo do Estado e a Organização que administra o hospital. Vale destacar que no estado de São Paulo alguns hospitais são administrados por Organizações de Serviço de Saúde (OSS).

Caso o hospital não consiga alcançar sua meta ele sofrerá penalizações sendo uma delas a redução do recebimento da sua verba integral determinada para aquele período.

O cumprimento desta meta depende de uma série de fatores, um deles relacionado à prestação de serviço por unidade de atendimento exemplo: (Pronto Socorro Adulto – PSA, Pronto Socorro Infantil – PSI e Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico – SADT).

As metas são individualizadas para cada tipo de unidade e para que um hospital não seja penalizado financeiramente ele deverá realizar um número X atendimentos/mês na unidade de Pronto Socorro Adulto, caso essa meta são seja alcançada ele terá uma redução de um percentual já pré-definido na sua verba mensal para este serviço.

É fundamental o acompanhamento destes serviços através da elaboração de indicadores semanais de desempenho, este, permitirá visualização da situação do hospital em tempo real, sendo possível realizar intervenções para que o resultado final seja positivo. Outro fator que pode comprometer o envio das remessas do faturamento para a Diretoria Regional de Saúde é a falta de parametrização do sistema de informação hospitalar (ERP).

É importante que o sistema seja ajustado de acordo com as necessidades da instituição, lembrando que estes ajustes são alinhados com as necessidades  do SUS e a falta de parametrização pode gerar retrabalho e penalizações devido ao não cumprimento das regras para o  envio de remessa de faturamento .

Por este motivo destaco a importância do setor de faturamento trabalhar em parceria com o setor de tecnologia da informação, infelizmente, o que venho notando é que muitos ainda não se atentaram a essa necessidade indispensável.

A parceria destas áreas identifica os gargalos que necessitam correções imediatas e adequações de problemas sem que seja necessário ocorrer penalização do hospital.

A complexidade do setor é muito grande, porém, se for administrado com eficiência os resultados serão satisfatórios garantindo não somente a saúde dos pacientes, mas também a saúde financeira do hospital.

Até breve.

  1. Nós da Descomplix estamos desenvolvendo essa interação com na área de Faturamento Hospitalar com a de Tecnologia. Desta maneira nosso foco é atuar na base de atendimento de consultas para pequenos prestadores, como consultórios, para aumentar a sua capacidade produtiva em consulta e, quem sabe, futuramente absorver essa demanda de consulta da saúde pública que aumenta consideravelmente durantes esses últimos anos.

    • Nadjane Costa disse:

      Promover interação entre os diversos setores num Hospital Público ou Privado é o maior desafio quando se pretende informatiza-los pois depende muito de treinamento e que o sistema utilizado corresponda aos anseios não só da Gestão como também da rotina hospitalar, considerando o humano e os materiais(medicamentos,órteses,proteses,etc) usados, como sendo parte principal de todo o processo.

      • Cristina Pinho disse:

        As empresas precisam aprender que não adianta a capacitação para operadoras gerenciarem suas empresas para aumentarem os atendimentos. O fato único é que prestador não é máquina. A qualidade é uma coisa. A quantidade outra. Falam de gerenciamento como se a Saúde fosse um produto, onde se liga um botão e os usuários atendidos. Sugiro tomarem conhecimento do valor remunerado ao profissional que de fato trabalha e usa seu conhecimento técnico. A demanda da Saúde Pública só será eficiente quando o profissional de saúde for justamente remunerado. Grata

  2. Emerson Ferreira Nogueira disse:

    Muito interessante. Não sabia.

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