Qualidade

Saiba o que mudou no novo Manual do Selo de Certificação da ONA

Por Roberta Massa B. Pereira | 16.02.2016 | Sem comentários

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A primeira revisão do manual de acreditação da ONA fortalece a gestão e valoriza envolvimento dos colaboradores

Criado em 2011, o Manual do Selo de Certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) ganhou sua primeira revisão, que valerá a partir de 2016.

As mudanças permearam assuntos relacionados à gestão de segurança e envolvimento de equipe entre outras questões.

A superintendente da ONA, Carolina Moreno, explica que alguns tópicos ganharam atualização, mas que o alinhamento principal está mantido. “O manual principal determina todas as mudanças dos outros”, conta. “Procuramos manter o mesmo alinhamento ao que é preconizado pela ISQua”, completa.

O que mudou:

  • Fortalecimento da gestão, em relação ao manual anterior;
  • A subseção da qualidade foi eliminada, o que já tinha acontecido no manual geral, por entender que a questão da qualidade tem que permear a gestão toda e não necessariamente deve ser um escritório.
  • As áreas precisam saber planejar suas questões relacionadas à qualidade e estabelecer seus resultados;
  • Maior consistência nas políticas de gestão de pessoas e envolvimento dos colaboradores;
  • Inserção da dimensão da qualidade para orientação da avaliação pelos avaliadores.

Manual do Selo de Certificação.

A superintendente da ONA falou ainda sobre o objetivo principal do manual, que é orientar os prestadores de serviço e não as empresas de saúde. Por conta disso, o documento fala em certificação e não em acreditação, como é o caso de hospitais, por exemplo.

“Em 2011 o manual surgiu com a necessidade de qualificação de alguns fornecedores críticos de algumas organizações prestadoras de serviços de saúde.

Tínhamos alguns desses prestadores de serviços que atendia um monte de hospitais, alguns deles acreditados e outros não. Cada vez que um hospital ia ser avaliado, eles tinham que ser avaliados também. Então, porque não uma única avaliação que certifique? Então, entendemos que não cabia um processo de acreditação, mas sim uma certificação”, diz Carolina.

E, como esse é um processo direcionado para gestão e segurança, não existem os níveis diferentes como os dos processos de acreditação de prestadoras de serviços de saúde.

E todos os padrões e requisitos consideram segurança e uma boa gestão de organização. “É um selo de certificação. Eles têm um produto e é o produto que precisa ser executado com segurança. O cliente principal dessas organizações são as prestadoras de serviço de saúde e não o paciente diretamente”, esclarece Carolina.

A certificação consiste, então, em uma forma diferente de classificação, mas a metodologia de abordagem e implementação seguem os mesmos requisitos da acreditação. “A certificação tem um prazo de validade e, ao longo desse prazo, são realizadas as visitas de manutenção. É durante essas visitas que são apontadas as novas exigências, que estarão presentes na próxima revisão do manual.

Dessa forma, os profissionais já se preparam e ficam cientes de que, quando for recertificado, vão precisar atender às novas exigências. É feito de maneira gradual”, conta.

Fonte: IBSP-16.02.2016

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