Tecnologia

Conectividade vai revolucionar a área da saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 18.02.2016 | Sem comentários

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O adensamento da digitalização promete modificar a forma de atuação de setores inteiros. Na indústria, os especialistas em tecnologia apontam para a quarta revolução industrial – onde a comunicação entre máquinas é tão intensa que os sistemas serão capazes de comandar a produção.

A fábrica digital combina inteligência artificial, robotização e controle em tempo real de todos os processos.

“Essa tendência torna-se real com o avanço da internet das coisas, que conectará qualquer equipamento à estrutura de redes”, destaca Denis Balanguer, diretor do centro de inovação da EY

Para Balanguer, a indústria 4.0 vai reconfigurar a economia. A explicação é simples: com controle total dos meios de produção e previsões mais acertadas sobre a demanda, haverá redução no uso de recursos e maior eficiência nos processos.

O comportamento do consumidor também está em transformação, colocando em cheque o modelo de produção e consumo em massa. “Assistiremos a ciclos de crescimento econômico que estarão relacionados a coisas não-materiais, o que é positivo do ponto de vista da sustentabilidade”, comenta.

Outra tecnologia que está abalando a estrutura da indústria é a impressão 3D. Com a evolução dos materiais para imprimir produtos e peças “em casa”, o valor ficará centrado nos projetos e nos desenhos.

Em vez de achar que não vai acontecer, é melhor criar regras para a propriedade intelectual, evitando a pirataria, uma vez que os projetos trafegarão livremente pela rede”, comenta Fernando Simões, diretor da Atos na América do Sul.

A tecnologia também está permitindo a personalização da produção. Em segmentos como o da saúde, a “impressão” de próteses tem animado médicos e pacientes – por viabilizar implantes mais confortáveis e ajustados ao corpo de cada um.

Ainda na área da saúde, a análise complexa de dados permitirá acompanhar pacientes a partir de dados enviados de relógios inteligentes, prontuários eletrônicos e outros bancos de informações.

Já na indústria farmacêutica, a expectativa é que soluções como a computação cognitiva acelerem os ciclos de descobertas científicas, em tratamentos, drogas e tecnologias. Além de reduzir custos das pesquisas clínicas.

“O cruzamento correto dos dados pode prever que o teste de uma droga será negativo, antes de ele terminar, economizando tempo e recursos financeiros”, explica Simões.

Edgar D’Andrea, sócio da PwC, lembra que a intensificação da urbanização também exigirá mudanças na forma de gerir as cidades, que ficarão mais inteligentes, a partir de tecnologias como a internet das coisas.

“É preciso utilizar a tecnologia para atender às expectativas das pessoas e proteger o planeta”, diz. Para ele, as tendências globais convergem para melhor qualidade de vida e equilíbrio entre produção e meio ambiente. “Não dá para conquistar isso sem tecnologia.”

Rodrigo Africani, especialista em gestão de dados do SAS América Latina, utiliza como exemplo a gestão das redes de abastecimento de água e energia.

O uso de sensores e sistemas de monitoramento on-line tem o potencial de ajustar oferta à demanda, sinalizar e prever problemas nas redes. “A economia de recursos é imensa e necessária diante da concentração urbana”, diz.

Fonte: Valor Econômico-18.02.2016

 

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