Gestão

Para reduzir gastos com seguro, saída é diminuir cobertura

Por Roberta Massa B. Pereira | 07.03.2016 | Sem comentários

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Com a inflação em alta, encarecendo o orçamento doméstico dia a dia, uma das saídas mais comuns para apertar o cinto é cortar seguros, planos de previdência privada e convênios de saúde.

No entanto, a avaliação de planejadores financeiros é a de que, antes do corte, a melhor alternativa é reduzir o custo e manter os contratos.

É possível negociar as coberturas e os benefícios das apólices, obtendo economias.

O corte significa não só a perda de investimento realizado como também de benefícios que dificilmente serão recuperados em novo contrato quando a situação melhorar.

“As crises são cíclicas. Uma hora tudo passa, e por uma decisão no calor dos acontecimentos você pode perder benefícios adquiridos se tentar contratar esses produtos depois”, diz Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper.

“O seguro serve para proteger o patrimônio e, no caso do de vida, a renda dos familiares em caso de falecimento.”

Uma simulação compara seguros com coberturas completas e opções com menos proteções.

A diferença, no caso de seguro de vida, pode levar a uma economia de até 87%. Reduzir o valor recebido pela família em caso de morte do segurado garante a proteção.

Mas, se o contrato foi desfeito, no futuro, o cliente –já mais velho– provavelmente encontrará apenas planos de valores superiores.

PREVIDÊNCIA

Na previdência privada, é possível reduzir os aportes mensais e aumentar o intervalo entre cada aplicação.

“Se cancelar o plano e resgatar o dinheiro, vai ter de fazer um esforço maior lá na frente para recompor esse patrimônio”, diz Luiz Alberto Machado, vice-diretor da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado).

Para Machado, o resgate pode valer a pena para quem está endividado pagando juros elevados. Contanto que a aplicação seja retomada depois que a situação financeira melhorar.

QUARTO COLETIVO

Em relação a planos de saúde, é possível migrar para categorias mais baratas, como aqueles com internação em quartos coletivos.

“Vale tentar negociar, mas de forma alguma cortar. É uma despesa que, se abrir mão, vai gastar muito mais na rede privada”, diz o planejador financeiro Raul Ulup.

Outra sugestão de especialistas é buscar planos de saúde de sindicatos e associações de classe, que são mais baratos por terem mais associados. Isso se o objetivo for não depender do SUS (Sistema Único de Saúde).

Cortar o plano e tentar recontratar no futuro pode significar novo prazo de carência para uso do serviço.

Também existe o risco de pagar mais caro do que antes num plano com cobertura menor.

Fonte: Folha de São Paulo-07.03.2016

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