Gestão

Área de saúde impulsiona os resultados da Reckitt

Por Roberta Massa B. Pereira | 19.04.2016 | Sem comentários

Uma lixa de unha eletrônica e um aparelho para remover pele morta dos pés ajudaram a Reckitt Benckiser a registrar forte aumento nas vendas trimestrais.

A empresa,dona das marcas Durex, de preservativos, e Vanish, de alvejante para roupas, anunciou crescimento de 5% nas vendas comparáveis no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2015. O resultado foi beneficiado, em parte, pelo sucesso de novos produtos na linha de produtos para os pés Scholl e da marca Amopé.

As vendas totais somaram 2,3 bilhões de libras esterlinas (US$ 3,27 bilhões) no trimestre, novamente impulsionadas pela unidade de produtos para a saúde, que teve alta de 10%.

A divisão, que inclui os produtos Durex, Scholl e as pastilhas para a garganta Strepsils, representa 34% das vendas e está no foco da expansão comandada pelo CEO da Reckitt, Rakesh Kapoor.

“Apesar da desaceleração prevista nos Estados Unidos depois de uma temporada fraca em gripes, este foi um trimestre sólido para a Reckitt”, disse o analista Philip Gorham, da Morningstar.

Kapoor, que quase dobrou sua remuneração em 2015, para 23 milhões de libras, manteve a previsão do grupo para 2016, de aumento entre 4% e 5% nas vendas comparáveis. “[Estou satisfeito] por ver crescimento tanto nos mercados em desenvolvimento quanto nos desenvolvidos, enquanto seguimos nossa estratégia de voltar o foco para as supermarcas de saúde e higiene em nossos mercados mais fortes, impulsionados pelos investimentos contínuos em inovação”, afirmou.

A remuneração de Kapoor foi incrementada pelo aumento do preço das ações da Reckitt, que aumentou o valor de suas opções sobre ações. O preço da ação, que fechou em alta de 2%, a 68,68 libras, ontem, é 16% maior do que um ano atrás.

A Reckitt foi uma exceção entre as fabricantes de bens de consumo, ao registrar um crescimento de 6% das vendas comparáveis no ano passado, a despeito de um fraco crescimento dos lucros nos EUA, de deflação na Europa e de mercados emergentes voláteis.

Um analista da Bernstein Research disse: “Depois de um 2015 fenomenal, temos a velha questão da RB [Reckitt Benckiser]: poderá isso ser sustentado?”

Na semana passada, a anglo-holandesa Unilever informou um forte primeiro trimestre com vendas em alta de 4,7%. Mas o crescimento de 8,3% nos mercados em desenvolvimento contrastou com uma queda de 0,3% nas economias desenvolvidas.

A Reckitt registrou um crescimento de vendas de 3% na Europa e na América do Norte, embora isso também tenha sido superado nos mercados em desenvolvimento, onde as vendas cresceram 10%.

O avanço nas vendas comparáveis de produtos de higiene, de 3%, ficou abaixo dos 3,9% previstos por analistas, pois uma temporada relativamente fraca de gripe nos EUA prejudicou as vendas dos sabonetes antibacterianos Dettol, também conhecido como Lysol.

Por outro lado, o desempenho no Brasil foi impulsionado por um forte crescimento no combate contra insetos “devido ao vírus zika” [a Reckitt vende no país o repelente Repelex e inseticidas].

Fonte: Valor Econômico-19.04.2016

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