Gestão

Alternativas e soluções para equilibrar custos e demandas de saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 19.05.2016 | Sem comentários

Na manhã desta quarta-feira (18), foi inaugurado o CISS (Congresso Internacional De Serviços de Saúde), durante a 23ª edição da Hospitalar.

Essa edição do evento tem como foco analisar e discutir como se interconectam dois elementos fundamentais da sociedade moderna: economia e saúde.

Na abertura, dividiram o palco com a presidente da feira, Waleska Santos, o presidente do Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo), Yussif Ali Mere Jr.; o presidente da Fenaess (Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde), Breno Monteiro; o presidente da CNS (Confederação Nacional de Saúde), Tércio Kasten; a gerente de marketing e exportação da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos), Clara Porto – representando seu presidente, Franco Pallamolla; o presidente do Conselho de Administração da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), Francisco Balestrin; e o diretor da comissão científica do CISS, Fábio Leite Gastal.

Waleska frisou em seu discurso de abertura que a cada ano o Brasil enfrenta novos desafios e que, especialmente em 2016, apesar da situação delicada vivida pelo país, existe a possibilidade de dias mais promissores chegarem, não só para a economia e a estabilidade do país mas também para guiar os passos dos gestores da saúde. “Vamos ouvir, nesses dias, como as experiências dos outros países podem contribuir para vencer o desafio brasileiro: a busca da eficiência e melhoria do desempenho e qualidade da assistência médica”, frisou.

Yussif Ali Mere Jr. usou a China como exemplo de que o crescimento econômico de um país deve estar atrelado a uma maior preocupação com a sustentabilidade: “A China cresceu mais de 10% na última década e, mesmo tendo se tornado a segunda maior economia do mundo, precisa rever seus cálculos e estratégias, pois crescimento a troco do comprometimento do meio ambiente não significa realmente um avanço”.

Entre hoje e amanhã, o congresso vai reunir especialistas da França, da Espanha e dos Estados Unidos para analisar como funcionam e são financiados os sistemas de saúde nas principais economias mundiais. A ideia foi convidar países que já passaram por crises e que, mesmo assim, não perderam suas características.

Francisco Balestrin, presidente do Conselho da Anahp, disse que o CISS deste ano é de extrema importância, pois aborda a interconexão entre a saúde e a economia, algo fundamental neste momento. ”O país precisa garantir a saúde de 200 milhões de pessoas e só com as duas áreas alinhadas isso será possível. Discutir as melhores formas é fundamental.”

Breno Monteiro iniciou seu discurso dizendo que a “saúde não tem preço” e que, ao mesmo tempo que a Constituição estabelece o direito à saúde para todos, persiste o antagonismo de não se levar em conta que a saúde é um bem “finito”, que tem à disposição recursos orçamentários limitados.

“Assim como em outros países de economia semelhante, os serviços de saúde oferecidos à população estão distorcidos por uma série de razões e, como resultado, temos a discrepância entre os anseios e as necessidades da sociedade e a realidade a ela proporcionada”, disse. “Que as respostas a esses questionamentos possam fluir nos trabalhos deste congresso”, finalizou.

Clara Porto, da ABIMO, reforçou que a indústria e a saúde brasileira precisam cada vez mais se conectar com os players mundiais: “Cremos que o CISS é uma excelente oportunidade para isso e desejamos realmente que as discussões feitas aqui gerem parcerias e cooperações para todos”.

O CISS 2016 apresentará cases de organizações governamentais e de instituições privadas, bem como exemplos de ações empreendidas pela indústria médico-hospitalar no desenvolvimento de equipamentos e soluções para tornar a entrega de saúde mais eficaz e mais econômica.

“Mesmo tendo enfrentado crises econômicas severas, americanos e europeus têm avançado na busca de novos modelos assistenciais e condições de financiamento para seguir prestando assistência médica inclusiva e de qualidade”, afirmou Fábio Leite Gastal, diretor da comissão científica do CISS. “O tema foi definido este ano justamente pelo momento particular que o Brasil está vivendo”, diz.

O evento é uma realização da Hospitalar em parceria com CNS, Fenaess, Sindhosp, ABIMO, Anahp e Iepas.

Fonte: Feira Hospitalar-19.05.2016

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