Qualidade

Novo protocolo de tratamento para Esclerose Múltipla

Por Roberta Massa B. Pereira | 16.06.2016 | Sem comentários

Comitê afirma que protocolo atual não contempla novas medicações e pode retirar terapia utilizada por pacientes. Doença atinge aproximadamente 35 mil pessoas no Brasil e 2,3 milhões no mundo.

O Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS) vai propor à Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, um novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Múltipla.

A última atualização do protocolo criado em 2010 foi feita em maio de 2015. A secretaria pode recusar a proposta, que será apresentada à comunidade médica pela primeira na próxima quarta-feira, dia 22 de junho, durante o XVII Congresso Brasileiro de Esclerose Múltipla e Neuromielite Óptica.

De acordo com o neurologista e presidente do BCTRIMS, Jefferson Becker, o protocolo atual não distingue a gravidade dos casos dos pacientes recém-diagnosticados e, obrigatoriamente, a mesma linha de tratamento deve ser seguida para todos eles. “Isso atrasa o tratamento, especialmente nos casos mais graves, e pode gerar, consequentemente, mais sequelas para o indivíduo, internações e gastos de saúde para o governo.

A nossa ideia é propor um protocolo em que a medicação seja adequada a cada caso”, diz.

Aproximadamente 35 mil pessoas no Brasil, e 2,3 milhões no mundo, têm Esclerose Múltipla, uma doença neurológica inflamatória crônica, a maioria jovens, principalmente mulheres, entre 20 a 40 anos. Na E.M, células do sistema imunológico atacam a bainha de mielina, revestimento dos neurônios, causando lesões no cérebro e também na medula.

A recomendação também contempla novas medicações para tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) e defende ainda a permanência de outras terapias que podem ser retiradas. “Quando o indivíduo participa da decisão de seu tratamento junto com seu médico, a adesão a ele é muito maior. Retirar opções do SUS e não incluir novidades médicas prejudica a saúde e a segurança do paciente” afirma o neurologista.

Fonte: Folha de São Paulo-16.06.2016

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