Saúde

Dois bebês nascem com microcefalia associada a zika na Califórnia

Por Roberta Massa B. Pereira | 05.08.2016 | Sem comentários

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Dois bebês nasceram com microcefalia na Califórnia após suas mães terem contraído o vírus zika durante a gravidez, disseram as autoridades nesta quinta (4).

São os primeiros casos de microcefalia, uma má-formação grave que prejudica o desenvolvimento cerebral, associada ao vírus da zika no estado.

O CDPH (Departamento de Saúde Pública da Califórnia) não revelou de onde as mães eram, mas disse que elas foram infectadas este ano em um país onde o vírus da zika é endêmico.

“Embora mosquitos que podem transportar o vírus tenham sido encontrados em 12 condados da Califórnia, não há nenhuma evidência de que esses mosquitos estão transmitindo zika no estado neste momento”, disse o CDPH.

O estado registrou 114 casos de infecções pela zika, todos em pessoas que tinham viajado para regiões afetadas pelo vírus, em 22 condados da Califórnia desde 29 de julho.

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Na segunda, as autoridades da Flórida informaram que foram registrados 14 casos de zika em Miami, os primeiros transmitidos localmente por mosquitos nos EUA continental.

“Este é um lembrete para os californianos de que a zika pode causar sérios danos a um feto em desenvolvimento”, disse a diretora do CDPH, Karen Smith, pedindo às mulheres grávidas que evitem áreas com transmissão do zika.

Não existe cura para o vírus, que causa sintomas brandos como erupção cutânea, dor articular ou infecção ocular. Em 80% dos casos, a infecção passa despercebida.

No entanto, a zika é particularmente perigoso para as mulheres grávidas, visto que pode causar danos permanentes ao feto em desenvolvimento, incluindo a microcefalia, uma condição na qual o bebê nasce com o crânio e o cérebro menores que a média.

Os cientistas estão lutando para encontrar uma maneira de conter o vírus, que está se espalhando em 50 países e territórios, principalmente na América Latina, no Caribe e no estado americano da Flórida.

Três vacinas experimentais contra o zika estão sendo desenvolvidas nos EUA e apresentaram bons resultados em testes com macacos, de acordo com um artigo publicado na revista “Science” nesta quinta.

Outras duas vacinas experimentais estão atualmente sendo testadas em humanos nos Estados Unidos e no Canadá.

Fonte: Folha de São Paulo-04.08.2016.

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