Gestão

Número de operadoras de saúde encolhe 6,4% no primeiro semestre

Por Roberta Massa B. Pereira | 10.08.2016 | 1 comentário

A crise econômica tem acelerado a consolidação do mercado de operadoras de planos de saúde, aponta o IESS (instituto de saúde suplementar).

O número de empresas do setor caiu 6,4% nos primeiros seis meses deste ano em relação a igual período de 2015.

Embora a concentração de mercado já estivesse em curso, essa é a maior taxa de queda semestral desde 2009.

O motivo da retração é a quebra de companhias de pequeno e médio portes.

“Por ser um mercado regulado, há restrição aos custos que podem ser cortados. Isso, somado à perda de beneficiários, faz com que as menores tenham suas margens espremidas”, afirma Thiago Sandim, sócio do Demarest.

Esse processo de consolidação, porém, não tem ocorrido de forma saudável, avalia o presidente do instituto, Luiz Augusto Carneiro.

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“O ideal seria um movimento de fusões e aquisições, mas hoje as grandes preferem esperar que as menores entrem em uma situação difícil para ficar com seus clientes.”

Um dos motivos é que a base de usuários de empresas de menor porte é pouco atrativa às operadoras, diz Tracy Francis, sócia da McKinsey.

“O operador enfrenta muitos riscos ao adquirir essas carteiras, e ele prefere ter um controle de qualidade dos pacientes que entram.”

Além disso, frequentemente o passivo tributário e trabalhista da empresa vendida passa à compradora, o que torna a operação menos atrativa, aponta a ANS (agência nacional de saúde).

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Melhor idade

A Prevent Senior, operadora paulistana voltada ao público acima dos 40 anos, planeja expandir sua atuação a outras capitais.

Os locais não foram definidos, mas Rio de Janeiro e Curitiba são destinos prováveis, afirma Fernando Parrillo, um dos proprietários da empresa.

“O investimento vai depender da cidade, mas deverá ficar entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões.”

No fim de 2015, a empresa teve que paralisar a venda de planos de saúde, após ver sua base de clientes saltar de 268 mil para 320 mil em um ano.

“Houve uma demanda até excessiva, e tivemos que interromper o crescimento para ampliar a estrutura de atendimento”, diz.

A expansão foi acelerada pela quebra de outras operadoras -especialmente a da Unimed Paulistana, que detinha uma carteira de 744 mil usuários.

A retomada das vendas deverá ser feita ainda neste segundo semestre, de acordo com Parrillo.

R$ 1,5 bilhão
faturou a Prevent Senior em 2015, uma alta anual de 36%.

Fonte: Folha de São Paulo-10.08.2016

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