Saúde

Ministro defende plano de saúde popular

Por Roberta Massa B. Pereira | 25.08.2016 | Sem comentários

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Ricardo Barros agora sinaliza que modelo manteria coberturas obrigatórias

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, sinalizou ontem que os planos populares de saúde poderão ser viabilizados sem que haja diminuição da cobertura obrigatória de serviços. Em um primeiro momento, Barros chegou a sugerir que, ao vender planos com preços acessíveis, as empresas poderiam oferecer menos do que hoje é exigido atualmente do setor.

O projeto do ministro, porém, levantou polêmicas sobre os direitos do consumidor. Ontem, Barros disse, no entanto, que o foco do grupo de trabalho, criado no início deste mês para estudar a viabilidade de planos de saúde mais baratos, não está na redução da cobertura obrigatória.

– Ontem (terça-feira), uma das áreas interessadas disse que a redução do rol de cobertura não seria o foco da negociação e que é possível reduzir o preço dos planos com outras medidas. Essa informação é relevante. A redução do rol de obrigações não é prioridade negociação. Mas isso se decidido pela comissão explicou o ministro.

Barros não detalhou como seria possível viabilizar a redução de preços sem diminuir cobertura. A iniciativa do plano popular, uma das principais bandeiras do ministro, pretende aliviar os gastos do governo com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Na avaliação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), caso haja redução de coberturas, o SUS será sobrecarregado, assim como o Judiciário.

Para o Idec, a proposta em estudo faria com que o cidadão mais pobre subsidiasse o SUS.

O grupo de trabalho que analisa o tema é composto por representantes da pasta, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg).

Fonte: O Globo- 25/08/2016.

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