Gestão

Central Nacional Unimed completa 18 anos e deve faturar R$ 4,7 bilhões em 2016

Por Roberta Massa B. Pereira | 26.08.2016 | Sem comentários

A Central Nacional Unimed chega a seu 18º aniversário em sexto lugar no ranking de planos de saúde, uma das 150 maiores empresas do país.

Em meio à crise que afetou duramente as operadoras de planos de saúde – com perda de quase 1,8 milhão de clientes nos últimos 13 meses –, a CNU deverá faturar R$ 4,7 bilhões no atual exercício, um crescimento de 13,7% sobre 2015.

“A criação da operadora nacional do Sistema Unimed foi extremamente bem-sucedida. Com muito trabalho, investimento e governança corporativa trouxemos este sonho para o mundo real”, afirma Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed.

Em agosto de 1998, Akl liderou o grupo de 48 profissionais que iniciou as operações da CNU. Hoje são quase 1.400 colaboradores, mais de 1,6 milhão de beneficiários, 426 empresas contratantes e 327 sócias (cooperativas Unimed de todo o Brasil).

Além dos números, a operadora também se destaca na gestão de recursos humanos. Por nove anos consecutivos é uma das 150 Melhores empresas para se trabalhar, ranking da Você SA.

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Foi considerada a melhor na gestão de pessoas, categoria 1001 a 1500 profissionais, no Valor Carreira.

Pela quinta vez é uma das Melhores para começar a carreira, guia de 35 empresas indicadas para jovens profissionais que estão estreando no mercado de trabalho.

Também se destaca no empoderamento de suas profissionais, mais de 60% de sua equipe. Em 2008, lançou o programa Mulheres Gestoras para fortalecimento das lideranças femininas.

Apesar de ser uma operadora de planos de saúde empresariais com abrangência nacional (clientes que atuam em três ou mais estados, com pelo menos 300 vidas), a Central Nacional Unimed tem filiais e redes próprias em São Paulo, Salvador, Brasília e São Luís, por questões de mercado e suficiência de rede.

Para atender essas demandas, a operadora investe em tecnologia da informação, pessoal, treinamento e infraestrutura de atendimento.

Em 2013, inaugurou sua filial Pamplona, em São Paulo, para fazer frente ao crescimento de seus negócios.

Um ano depois, unificou os dados de seus clientes em uma nuvem, com redundância de sistemas e maior segurança das informações, mediante investimento de R$ 6 milhões. Investiu R$ 11 milhões na aquisição e reforma de imóvel da filial Brasília, inaugurada no ano passado.

Sua Academia de Educação Corporativa, criada em 2013, proporcionou quase 26 mil horas de treinamento aos colaboradores em 2015.

Os maiores desafios da operadora, atualmente, são os altos custos da assistência à saúde (sinistralidade), preços abusivos de órteses, próteses e materiais especiais (OPME), judicialização da medicina (concessão pelo juiz de tratamentos não previstos em contrato) e a escalada das multas da agência reguladora.

Além de muita burocracia, as multas impactam negativamente os resultados financeiros da operadora. A CNU recebeu 91 multas de janeiro a junho deste ano, no valor de quase R$ 6 milhões, quantia que pagaria 52 mil consultas eletivas e 25 mil consultas em pronto-socorro, por exemplo.

Para Mohamad Akl, esses valores são ainda mais incoerentes quando confrontados com o alto nível da assistência à saúde prestada pela operadora: em 2015, de 16 milhões de solicitações de autorizações, 93% foram liberadas automaticamente.

Apenas 1,91% foram negadas por não estarem dentro da rede de atendimento contratada, não ter indicação clínica ou não fazer parte do rol da ANS.

Como cada solicitação de autorização pode conter mais de um procedimento, foram realizados: 8,7 milhões de consultas; 276 mil internações; 21 milhões de exames.

Apesar das dificuldades regulatórias e de mercado, o presidente da CNU aposta em dias melhores na saúde suplementar: “Sou otimista em relação ao futuro da Central Nacional Unimed. É uma operadora forte, com boa reputação, excelente carteira de clientes, equipe motivada e qualificada.

Vamos crescer e melhorar constantemente nossa lucratividade, fundamental para que possamos investir ainda mais na qualidade do atendimento aos clientes”.

Fonte: Fórum Saúde Digital-26.08.2016.

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