Tecnologia

Big data em saúde: como torná-lo relevante para o negócio?

Por Roberta Massa B. Pereira | 29.09.2016 | Sem comentários

Big data, os dados vêm do prontuário eletrônico, dos wearable devices, dos smartphones, do ERP, dos equipamentos médicos, dos sistemas hospitalares e de radiologia.

Nesse oceano que é o big data, como colocar a informação a serviço da tomada de decisões?

Primeiro é preciso definir as áreas que mais se beneficiariam do sistema.

No que tange a assistência, medicina preditiva e personalizada são as áreas mais promissoras.

Estudando os padrões epidemiológicos para antecipar surtos e epidemias ou mesmo a agudização de alguns casos;

A customização de tratamentos de acordo com a suscetibilidade a uma determinada doença ou a resposta a um medicamento, por exemplo.

Quando adequadamente utilizado, o big data pode, também, ajudar a organizar a demanda assistencial.

E capaz de identificar novas oportunidades de prestação de serviços e melhorar a utilização de recursos materiais e humanos, identificando gargalos e áreas prioritárias.

Indicação de leitura: Ebook Lean Six Sigma em Saúde.

“Com os avanços tecnológicos, atingimos a Quarta Onda da Saúde, em que o envolvimento crescente do indivíduo na reunião de informações aprimora a emissão de alertas às condutas médicas.

A formulação de hipóteses diagnósticas, o apontamento de melhores práticas de tratamento, a prevenção primária e o acompanhamento da evolução da saúde do paciente.

Avaliando direcionamentos de tratamentos, sobretudo, de oncologia e outras condições crônicas, supercomputadores já interagem (inclusive, por voz) diretamente com médicos”, explica Paulo Magnus em artigo para o blog da MV.

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No relatório “The big data revolution in US Healthcare”, a consultoria McKinsey sugere quatro medidas para superar obstáculos e transformar a saúde com essa tecnologia:

1) Técnicas tradicionais de gestão médica devem mudar, já que elas colocam fontes pagadoras e prestadores de serviços em lados opostos, baseando serviços no que é coberto, não no que é mais efetivo.

2) Os stakeholders devem reconhecer o valor do big data e agir de acordo com o que ele propõe, o que exige uma mudança de mentalidade que pode ser difícil de atingir.

Os médicos não vão conseguir melhorar o prognóstico de seus pacientes se recusarem seguir os protocolos baseados no big data e, em vez disso, confiarem apenas em seu próprio julgamento.

3) Privacidade continua sendo uma questão importante e os stakeholders devem se manter vigilantes e alertas para problemas potenciais.

4) A Saúde precisará aprender com outras revoluções dirigidas pelos dados e buscar criar valor para toda a cadeia, não somente em benefício próprio.

Fonte: MV-Sistemas – 29.09.2016.

 

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