Gestão

Convênios e hospitais adotam valor fixo por diagnóstico

Por Roberta Massa B. Pereira | 08.12.2016 | Sem comentários

Os principais planos de saúde e hospitais do Brasil estão testando o modelo de remuneração baseado em diagnóstico, ou seja, com o pagamento de um valor fixo por diagnóstico médico.

“O Brasil é o único grande mercado que ainda trabalha com um modelo de remuneração com conta aberta, é um formato que incentiva o gasto”, diz Alfredo Cardoso, consultor  de saúde e ex-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Nos Estados Unidos, esse modelo, conhecido como DRG, teve grande adesão porque o governo americano estabeleceu que os procedimentos feitos via Medicare, programa público a pessoas com mais de 65 anos, tenham um valor fixo.

“Lá, deu tão certo porque houve a força de um grande comprador”, destaca Cardoso.

No Brasil, estão sendo testados alguns modelos em que se o gasto médico extrapolar muito o valor fixado devido, por exemplo, à piora da saúde do paciente, esse custo adicional é dividido entre a operadora e o hospital.

A PwC vai fazer um estudo comparando o custo de procedimentos pagos com valor fixo e conta aberta.

Operadoras como Amil, Bradesco Saúde, NotreDame Intermédica, SulAmérica, Hapvida, Sompo Saúde, São Francisco.

E os hospitais ligados à Anahp, associação de hospitais privados que tem entre seus associados a Rede D’Or, Sírio Libanês, Albert Einstein, Samaritano, Beneficência Portuguesa, entre outros, já adotam remuneração fixa em alguns procedimentos.

Fonte: Valor Econômico-08.12.2016.

Ebook Planejamento Estratégico em Saúde, baixe agora o seu conteúdo.

 

 

Compartilhe!