Saúde

Secretaria Municipal de Saúde do Rio inicia mutirão de cirurgias

Por Roberta Massa B. Pereira | 30.01.2017 | Sem comentários

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Medida faz parte da estratégia da prefeitura para reduzir as filas de espera no Sistema de Regulação do Município.

Segundo o secretário de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos, o objetivo do mutirão é reduzir as filas internas nos hospitais da rede municipal de atenção.

São, principalmente, casos de fimose, adenoide, amígdala e hérnia, além de problemas de nariz e ouvido, de crianças que esperam há meses.

A previsão da Secretaria Municipal de Saúde é que no final de semana sejam realizados 80 procedimentos em oito hospitais da rede com as maiores demandas.

Somente no Hospital Municipal Jesus, 296 crianças aguardam por uma cirurgia.

Mattos contou ainda que nesta segunda-feira, o prefeito Marcelo Crivella e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciarão parceria para ampliação em 3.160 ofertas de exames e cirurgias, e de mais 2.300 consultas.

Os procedimentos deverão ser realizados num prazo de 90 dias a partir de fevereiro.

O secretário de Saúde explicou ainda que, pelo diagnóstico da prefeitura, a principal razão para a enorme fila de espera por cirurgias nas unidades do município é a falta de profissionais de enfermagem.

Segundo ele, o prefeito autorizou o chamamento de 124 enfermeiros, além de técnicos de laboratório e de radiologia do banco de aprovados do concurso público, cujo prazo expira em outubro deste ano, que deverão normalizar o atendimento da rede.

No total, serão convocados cerca de 500 profissionais.

— Até a normalização, os mutirões continuarão sendo realizados todos os fins de semana — afirmou Mattos, que prevê que os profissionais se incorporem até abril.

Quando eles começarem a trabalhar, as cirurgias serão realizadas também durante a semana até as 21h.

Há nove meses, Samuel Tomelin, de 7 anos, esperava pela cirurgia de fimose. Agora, segundo a mãe, Tatiane Vieira da Silva, o sofrimento vai passar.

— Ele sentia muita dor. Senti um alívio quando soube que ele iria operar — disse Tatiane.

O mutirão de cirurgias faz parte da estratégia da Secretaria Municipal de Saúde para reduzir as filas de espera no Sistema de Regulação do município, o SISREG, que é de cerca de 140 mil pessoas.

Atualmente, 7.669 aguardam para fazer cirurgias nas filas internas das unidades hospitalares do Rio.

O Hospital Municipal Jesus é uma unidade especializada em pediatria e sem atendimento de emergência, onde as cirurgias são normalmente realizadas apenas na rotina.

Quatro salas do centro cirúrgico estão sendo usadas e há 22 profissionais envolvidos.

Investimento na saúde

A saúde deverá receber mais investimentos e ter ampliada a sua rede na gestão de Marcelo Crivella.

O setor é objeto de uma parte importante dos decretos publicados ontem pelo novo prefeito no Diário Oficial.

Um deles cria um comitê para efetivar a municipalização de 16 UPA´s estaduais até o fim de 2018.

Outro projeto a ser criado, em até 60 dias, visa a aumentar em 20% o número dos leitos nas unidades de saúde.

Além disso, o governo pretende reforçar o atendimento por especialistas: um dos decretos determina a avaliação da contratação de ginecologistas e pediatras para trabalhar nas clínicas da família.

Crivella ordenou ainda a realização de uma auditoria sobre o critério de seleção das organizações sociais que atuam na saúde.

Também determinou o desenvolvimento de um plano para implantar policlínicas.

Outro decreto institui um estado de alerta contra a dengue, a zika e a Chikungunya na cidade do Rio.

Além disso, durante uma campanha de doação de sangue no início do mês, o prefeito afirmou que a dívida dos planos de saúde com a prefeitura chega a R$ 500 milhões.

O débito é referente ao não pagamento de Imposto Sobre Serviço (ISS). Crivella declarou que vai recorrer ao Ministério Público.

Fonte: O Globo-30.01.2017.

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