Inovação

Medicina de grupo ganha beneficiários com rebaixamento dos planos de saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 13.02.2017 | Sem comentários

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Medicina de grupo —que fazem a maior parte de seus atendimentos em redes próprias—, ampliaram em 1,2% o número de beneficiários em 2016, segundo a ANS, que regula o setor.

Entre as modalidades de operadoras de planos de saúde, essa foi a única que cresceu no ano passado.

A carteira das cooperativas médicas, como as Unimeds, caiu 5,4%.

“Há uma migração de cooperativas para convênios”, afirma Lício Cintra, diretor-presidente do grupo São Francisco, de Ribeirão Preto, que aumentou em 18,6% o total de clientes em 2016.

A crise das Unimeds contribuiu para esse movimento, segundo Cintra.

O custo dos convênios também teve influência, principalmente no setor empresarial —com a crise, caiu o valor dos benefícios concedidos a funcionários, o que beneficiou planos mais baratos.

“A média de preço da medicina de grupo é de 30% a 40% mais baixa que a de planos em que o cliente tem liberdade para escolher onde fazer seu atendimento, como os seguros”, afirma Jorge Pinheiro, presidente da Hapvida.

A operadora aumentou em 9,6% a venda de planos coletivos (empresariais) no ano.

No caso da São Francisco, cresceu o total de empresas que contratam planos, mas caiu número de funcionários por companhia, diz Cintra.

“Com uma retomada do emprego, o número de beneficiários deverá crescer de forma significativa, sem necessidade de um esforço nosso de buscar novos clientes.”

Dentro de casa

A Hapvida reservou R$ 200 milhões de seu caixa neste ano para a compra de equipamentos médicos e para a conclusão de dois novos hospitais, em Fortaleza e Recife, que deverão ficar prontos neste semestre.

“Vamos ver se [o valor] vai se confirmar ou não, em razão de oportunidades que apareçam”, diz o presidente, Jorge Pinheiro.

Quanto a aquisições, o grupo está “atento a oportunidades de mercado”, afirma.

A companhia, de origem cearense, vai concentrar os investimentos nas regiões Nordeste e Norte.

Em 2016, 95% dos atendimentos hospitalares e 76% dos exames e consultas foram feitos na rede própria.

71- clínicas e 21 hospitais fazem parte da estrutura da rede

3,3 MILHÕES é o total de beneficiários

Fonte: Folha de São Paulo-13.02.2017.

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