Gestão

Internação hospitalar, home care e redução de custos: impacto na recuperação do paciente

Por Roberta Massa | 15.02.2017 | 6 comentários

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A fragilidade do sistema de saúde pública no Brasil faz com que mesmo em tempos de crise aumente a  procura pela assistência privada.

Seja através de planos de saúde empresarial, de saúde coletiva e das clínicas particulares mais acessíveis, com toda essas opções disponíveis a tarefa de se administrar uma instituição de saúde torna-se cada vez mais desafiadora.

O fato é que na maioria das vezes, pagamos por um serviço que fazemos de tudo para não utilizá-lo, porém surgindo a necessidade, temos ciência que o valor de uma internação hospitalar em um hospital de referência pode chegar rapidamente a valores surreais.

Imaginar essa conta sendo paga integralmente por um paciente que não seja da classe A é algo praticamente impossível.

Alguém vai ter que pagar essa conta salgada. Poderá ser a operadora do plano de saúde, o convênio médico, ou até mesmo a empresa de auto gestão, isso depende do serviço que o paciente possui.

Pode parecer óbvio para alguns, mas o que muitas pessoas não imaginam, é o quanto um plano de saúde fica “preocupado”, quando uma internação hospitalar se prolonga por um período maior do que previsto.

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Os pacientes que permanecem hospitalizados por mais de 5 dias em um hospital, dependendo do diagnóstico, passam a ser reavaliados não somente por seus médicos, mas também pelos auditores das operadoras, que fazem questão de verificar pessoalmente, se o quadro do paciente justifica a prorrogação da sua internação.

Dependendo do quadro clínico e das expectativas de evolução é indicado uma alta hospitalar vinculada ao serviço de Home Care.

Em alguns casos diante da “pressão” realizada pelas operadoras e convênios, o hospital acaba consentindo  a alta do paciente vinculado ao Home Care, mesmo existindo a necessidade do paciente de permanecer internado por mais alguns dias, seja para finalização de uma medicação ou até mesmo o treinamento dos cuidadores.

Este tipo de conduta além de prejudicar o paciente acaba prejudicando a empresa, pois em muitos casos o paciente vai para casa e volta ao hospital em pouquíssimo tempo devido à piora do quadro clinico.

A prestação de serviço de Home Care não pode ser visto pelas operadoras de plano de saúde somente como uma fonte de redução de custos, mas também (principalmente) como uma ótima opção de tratamento, observando as limitações do quadro patológico de cada paciente.

O Home Care contribui positivamente no tratamento dos pacientes, um fato extremamente importante que quero destacar  é a redução aos riscos de infecção hospitalar, pois os pacientes não ficam expostos as bactérias presentes no ambiente hospitalar

O fator emocional também contribui significativamente na internação domiciliar, pois o paciente certamente se sentirá  mais a vontade dentro de sua casa, próximo de seus familiares e amigos.

A maiorias das empresas de Home Care desenvolvem programas de monitoramento dos pacientes, estes programas são realizados com o acompanhamento de equipe multiprofissional com atuação  preventiva.

Os diagnósticos são realizados e os problemas são tratados na residência do paciente sem a necessidade de internação hospitalar na maioria das situações.

Esta conduta não traz somente a segurança ao paciente, mas também evita internações hospitalares desnecessárias reduzindo significativamente os custos hospitalares.

A prestação de serviço de Home Care é uma modalidade que só vem a agregar ao sistema de saúde.

Creio que tanto o setor público, privado e principalmente o paciente se beneficiam com o serviço, desde que ele seja utilizado primeiramente pensando no restabelecimento do paciente e o que for melhor para ele, em segundo plano avaliar a relação de custo e a possibilidade de uma possivel reinternação.

Para as operadoras, não resta dúvidas, que se agirem de forma transparente, terão somente ganhos com essa modalidade de atendimento, pois o Home Care além de reduzir o custo de uma internação irá permitir o acompanhamento preventivo do paciente, que poderá evitar futuro gastos com ações que possibilitarão intervir uma possível internação.

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