Opinião

Gestão unida explora talentos individuais e constrói equipe vencedora!

Por Roberta Massa B. Pereira | 12.07.2017 | Sem comentários

Por meses pensei em como poderia introduzir algumas experiências profissionais. Por meses também esperei por resultados que imaginei que nunca viessem ou que demorassem muito mais tempo do que o esperado.

De fato, não sou escritor (acho que não levo jeito pra coisa) e meu texto sequer foi revisado gramaticalmente. Não quero milhares de likes em troca de um status de “popzinho”, afinal, passo maior parte do meu tempo confinado pensando em prováveis soluções para questões não solucionáveis, mas consigo tirar proveito de algumas coisas.

E se tiro proveito, é porque tenho todo um staff por trás de tudo isso, amigos e colegas de trabalho que fazem tudo acontecer apenas por acreditar em que algo do papel possa realmente dar certo.

“Nenhum trabalho de qualidade pode ser feito sem concentração e auto-sacrifício, esforço e dúvida” – Max Beerbohm

Como não começar destacando a marca da nossa equipe?

Foi pensando em cada um destes rostos de felicidade estampados (rsrs) na foto que quis compartilhar o orgulho que sinto em cada resultado atingido, em cada “sacrifício” feito e por cada cliente satisfeito em receber um atendimento acolhido e, acima de tudo, esclarecedor.

Para entregar um serviço de qualidade, precisamos da concentração no que está sendo feito;

Precisamos do auto-sacrifício para cada hora extra (vamos entendê-la como “minuto extra”, onde pelo menos 10 minutos a mais no expediente já representa impacto no colaborador) para atender aquele cliente que se atrasou por qualquer motivo.

Pois temos que perder nosso transporte público que passa vazio sempre no mesmo horário em troca do seguinte que vem feito “lata de sardinha”;

Para cada cumprimento de metas é preciso esforço, aliás, muito esforço! 

Por fim, antes de atendermos todos estes critérios, foi e ainda é necessário termos muitas dúvidas.

“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas” – Bertrand Russell

Como é sair de uma “cultura de idiotas” e transformar todo um novo trabalho em “inteligência”?

Ajudaria dizer que as 13 pessoas que estão na foto do artigo representam quase a totalidade da equipe que temos e todas foram importantes para alcançarmos nossos objetivos? Sem dúvidas!

O poder de crescimento do material humano é infinitamente inestimável (o conhecimento é infinito e o valor dele é inestimável para cada ser), isso se dá pelo fato dos profissionais lutarem constantemente por “sobrevivência” dentro empresa.

Quanto tínhamos a chamada “cultura de idiotas”, os profissionais eram donos do seu próprio setor, não havia compartilhamento de informações (quando havia, era algo superficial), bem como processos de qualidade eficientes (se é que estes processos existiam), além do próprio egoísmo e soberba de “saberem absolutamente tudo”, em outras palavras, de chegarem ao ponto de dizer: eu sou o cara!

Concordo que muitos de nós encaramos determinado setor no qual somos responsáveis como “algo nosso”, que deveria funcionar de acordo com nossas crenças, além de ser a nossa “zona de conforto”.

Percebo que, a partir desse parágrafo, vou utilizar muitos termos “entre aspas”.

Aos poucos, implementamos processos simples que trouxeram a equipe para jogarem feito um time.

Parecia que tínhamos uma equipe de futebol formada apenas por atacantes; 11 jogadores atuando da intermediária pra frente, sempre levando bola nas costas, com o gol exposto e tomando goleadas.

Novas pessoas foram chegando, cada uma com uma característica peculiar (e confesso que o processo seletivo é bem específico e rigoroso.

Eu mesmo prefiro fazer a seleção dos candidatos às cegas e conhecê-los somente no dia da entrevista).

Com isso conseguimos substituir alguns jogadores (infelizmente, mesmo após muita insistência do que queríamos fazer) e trazer algumas peças fundamentais para nosso desenvolvimento.

O mais interessante disso tudo, foi saber que os jogadores que ficaram não quiseram boicotar os novos.

Muito pelo contrário, abraçaram a causa criando uma “cultura de inteligência” e fizeram uma das melhores capacitações profissionais em todo tempo que estive aqui.

Devo sim, a muitas dessas pessoas que ficaram e fizeram a nossa equipe jogar como um time. Ah! E é cada golaço a cada dia.

Saindo da analogia ao futebol, conseguimos estruturar a equipe gestora também.

Através de segmentos distintos, porém, com pensamentos iguais:

  • A gestão operacional passou a pensar um pouco mais estrategicamente;
  • A gestão de recursos humanos passou a pensar um pouco mais operacionalmente;
  • A gestão estratégica (que é o meu papel) passou a pensar um pouco mais em recursos humanos;

Parece engraçado, mas “na ponta do lápis”, as três estratégias são distintas individualmente e esse “novo pensamento” não nos trouxe uma inversão de valores ou uma “invasão” na área do colega, mas sim, uma tríade que fez muito sucesso.

Talvez tenha sido esse fato que tenha feito todos os demais colaboradores perceberem o quanto podemos ser unidos com nossos talentos individuais para alcançar resultados jamais previstos.

Hoje temos um ambiente de trabalho harmônico, que exige sim, muita concentração, auto-sacrifício, esforço e muitos espaços para tirarem suas dúvidas.

Por fim, na apresentação dos resultados semestrais solicitamos a todos (incluindo os gestores) que respondessem um questionário on-line com diversas perguntas que avaliam “Satisfação” ou “Não Satisfação” com determinada questão.

Em termos gerais, tivemos como resultados mais relevantes: 100% estão satisfeitos com:

O relacionamento com os colegas; O interesse no que faz; Os colegas de trabalho; Os superiores; A percepção do interesse da empresa com os colaboradores; O seu desenvolvimento pessoal.

Com certeza, se ainda tivéssemos aquela “cultura de idiotas”, não teríamos resultados tão expressivos.

Tais níveis de satisfação não seriam alcançados se a percepção da gestão estratégica não olhasse as pessoas como seres humanos com limitações em vez de transformá-las em grandes manufaturas operacionais;

Se a percepção da gestão operacional não olhasse os problemas ao redor de toda a produção diária, não limitando-se apenas à meta do dia, do mês ou do raio que for;

Se a percepção da gestão dos recursos humanos não fosse realmente humana e um pouco (talvez acima do normal), psicóloga para resolver questões inerentes ao trabalho para pensar no resultado da qualidade operacional.

Não espere esse tipo de cultura se instalar em seu ambiente de trabalho, faça parte do seu time e explore os talentos individuais de cada um!

* Por Renato Gallardo – Gestão Estratégica de Negócios | Hospital Leforte 

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