Qualidade

Hospitais da rede pública alcançam selo de excelência em qualidade

Por Roberta Massa B. Pereira | 21.08.2017 | Sem comentários

Hospitais da Rede pública alcança selo de excelência. Seis hospitais paulistas têm acreditações internacionais; há 7 anos, não havia nenhum.

Telemedicina, equipe superespecializada, pesquisa de satisfação com pacientes: práticas antes restritas aos melhores hospitais privados do País já são realidade também em algumas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) paulista.

Parte delas teve de adotar as melhorias na tentativa de seguir padrões de qualidade internacionais. E conseguiu.

Dados da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo mostram que seis hospitais da rede já contam com acreditações internacionais, como a da Joint Comission International, principal entidade de certificação do mundo, que toma por base critérios adotados nos Estados Unidos.

Outros 17 hospitais estaduais têm certificações de qualidade de organismos nacionais, como os da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

Na capital paulista, dois centros médicos têm selo nacional de qualidade.

Há apenas sete anos, nenhum hospital da rede pública paulista tinha acreditação internacional.

O primeiro a obter um título desse gênero foi o Hospital Geral de Diadema, na região metropolitana, em 2010, com a certificação Accreditation Canada International.

A obtenção dos selos de excelência tornou-se prioridade em unidades administradas por meio de parcerias público-privadas entre o Estado ou a Prefeitura e Organizações Sociais de Saúde (OSSs).

“Desde o início dos anos 2000 já vínhamos desenvolvendo melhorias para organizar melhor o atendimento e os processos nos hospitais, como definir planos terapêuticos para cada paciente, oferecer equipes multiprofissionais, ter equipe médica com praticamente 100% dos profissionais com título de especialista.

Essa preocupação com a qualidade se refletiu nas certificações”, diz Nacime Salomão Mansur, superintendente das instituições afiliadas da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), OSS parceira do Estado que administra o Hospital de Diadema e outras unidades da rede.

Além do hospital da região metropolitana, conquistaram o selo de excelência da entidade canadense as unidades de Vila Alpina (zona leste da capital), Pirajuçara – em Embu das Artes (Grande São Paulo) – e Sumaré (interior paulista).

Já o Hospital de Itapecerica da Serra e o Instituto do Câncer do Estado de (Icesp) contam com acreditação da Joint Comission.

Surpresa

Paciente da unidade de Diadema, o pintor Robson Galdino, de 46 anos, disse que se surpreendeu com o atendimento na unidade.

Ele foi operado no local no ano passado, após romper quatro ligamentos do joelho direito jogando futebol.

“Fui a outro hospital, mas a fila de espera para a operação era muito demorada e me encaminharam para Diadema, onde consegui uma vaga mais rápido.

É um hospital muito organizado, a equipe toda foi atenciosa. Acabou sendo uma surpresa para mim”, conta ele.

Na rede paulistana, o Hospital Dr. Moysés Deutsch M’Boi Mirim, na zona sul, foi certificado em 2014 com o maior nível de excelência da ONA.

“Algumas coisas que a gente destaca são o nosso processo de qualidade e segurança do paciente, o serviço de telemedicina e as pesquisas de satisfação dos pacientes”, diz Fabiana Rolla, diretora interina do centro médico, também administrado por OSS.

Por meio do programa de telemedicina, os profissionais da unidade de M’Boi Mirim têm contato 24 horas com especialistas do Hospital Albert Einstein, que os auxiliam na resolução de casos dos pacientes graves que chegam ao pronto-socorro.

Em dois anos de programa, o índice de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) caiu de 21% para 5%.

“A gente sempre se compara com hospitais privados para olhar o que podemos fazer de melhor”, conclui Fabiana.

*  Por Fabiana Cambricoli

Fonte: Infográfico Summit Saúde Estadão-20.08.2017.

Ebook Lean Six Sigma em Saúde, baixe agora o seu.Lean Six Sigma

 

Compartilhe!