Saúde

Sistema de saúde carioca pena com escassez de verba

Por Roberta Massa B. Pereira | 17.11.2017 | Sem comentários

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No Rio, a falta de recursos que já afetava o serviço de hospitais federais e estaduais chegou também à rede municipal de saúde, atingida por contingenciamento de recursos da prefeitura da capital.

Em vistorias realizadas nas últimas semanas no seis principais hospitais geridos pelo município, o Cremerj (conselho regional de medicina) encontrou superlotação, falta de medicamentos e equipamentos parados.

A situação da rede municipal é um ingrediente a mais na crise dos serviços públicos do Estado.

Que já sofre com a falta de recursos para a segurança e problemas nos hospitais estaduais, que tratam de casos mais complexos.

Em grave situação financeira – deve fechar o ano com rombo de R$ 20 bilhões.

O governo do Estado vem descumprindo o investimento mínimo previsto pela Constituição para a saúde.

No início do ano, o governo Marcelo Crivella (PRB) contingenciou R$ 534 milhões do orçamento da saúde, valor equivalente a 10% do previsto.

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“O dinheiro parou de entrar”, afirma o presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores, Paulo Pinheiro (PSOL).

“Chegou ao ponto de almoxarifados de hospitais terem 30% a 40% do estoque necessário de medicamentos.”

“As condições de trabalho estão muito precárias. Faltam luva, algodão, medicamentos…”, acrescenta o presidente do Cremerj, Nelson Nahon.

Ele diz que a crise tem levado hospitais a reduzirem o número de cirurgias menos graves para poupar medicamentos e insumos para casos de emergência.

Em vistoria no hospital Souza Aguiar, um dos principais da rede municipal, no mês passado.

O Cremerj constatou que o CTI pediátrico estava fechado e 5 das 10 salas do centro cirúrgico não estavam sendo usadas por problemas de climatização.

Pacientes da neurocirurgia estavam sendo transferidos ao hospital Dom Pedro 2º, a 60 quilômetros de distância.

Atrasos no repasse a organizações sociais que gerem as unidades básicas de saúde também afetaram o primeiro atendimento à população, diz Nahom.

Com salários atrasados, profissionais dessas unidades têm realizado paralisações.

A Secretaria Municipal de Saúde disse, em nota, que “está empenhada em regularizar a situação”.

E abriu crédito suplementar de R$ 25,7 milhões para a compra de insumos e medicamentos.

Outros R$ 58 milhões foram liberados para pagamento de salários das organizações sociais.

Fonte: Folha de São Paulo – 17.11.2017.

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