Saúde

CFM aprova redução de estômago para tratamento de diabete

Por Roberta Massa B. Pereira | 11.12.2017 | Sem comentários

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou resolução que torna mais fácil a redução de estômago no caso de pessoas com diabete tipo 2.

Mudança segue padrões já adotados nos EUA e na Europa e tem como objetivo o controle da doença.

O texto prevê que pacientes com a doença possam fazer a cirurgia com um Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 34,9 quilos por metro quadrado.

Atualmente, o IMC mínimo exigido para permitir o procedimento é 35, nos casos de pessoas obesas que tenham associado alguma outra doença, como diabete ou hipertensão.

Além do índice, é preciso que a pessoa tenha entre 30 e 70 anos e tenha se submetido, sem sucesso, a pelo menos 10 anos de tratamento.

A mudança definida pelo CFM segue padrões já adotados nos Estados Unidos e em vários países da Europa.

Tem como principal objetivo não a redução do peso, mas o controle da diabete.

Justamente por isso, médicos se referem à cirurgia não como bariátrica, mas metabólica.

Hoje, a técnica já é feita no País, mas em caráter experimental.

Com a aprovação da resolução, a cirurgia poderá ser feita desde que haja a recomendação de dois médicos endocrinologistas.

O procedimento é considerado de risco e de alta complexidade.

Com a cirurgia, afirmam os médicos, não é possível se falar em cura, mas em controle da diabetes.

Além disso, o paciente não pode ser dependente de drogas, abusar de bebidas alcoólicas ou ter depressão grave.

Também é contraindicada a técnica caso a pessoa interessada em fazer a cirurgia tenha problemas cardiovasculares.

O texto prevê regras claras sobre a e equipe que cuidará do paciente.

Ela deve ser composta por cirurgião geral ou do aparelho digestivo, endocrinologista, cardiologista, pneumologista, enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta e nutricionista.

Pode ainda ser necessária a participação de gastroenterologista, nutrólogo e equipe multiprofissional de terapia nutricional, psiquiatra, angiologista ou qualquer outro especialista ou profissional da área da saúde.

Uma vez feita a cirurgia, pacientes devem ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar.

Entre os pontos observados estão o estilo de vida e o estado nutricional do paciente.

A cirurgia não pressupõe o fim do uso de medicamentos.

É recomendado o uso de drogas de acordo com a evolução da glicemia e da hipertensão arterial.

Em alguns casos, pacientes no pós operatório devem receber suplementação alimentar.

Também é preciso acompanhar  eventuais riscos de complicações microvasculares.

Fonte: Folha de São Paulo-11.12.2017.

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