Negócios

Clínicas populares colocam o pé no freio

Por Roberta Massa B. Pereira | 12.04.2019 | Sem comentários

Entre as redes de clínicas populares que tinham projetos ambiciosos de expansão há alguns anos, mas que não se concretizaram, estão a Dr. Agora, a Meu Doutor e a Clínica Fares.

“A crise econômica e o índice de confiança do consumidor tão baixo nos fizeram recuar.

Ainda temos intenção de fazer a expansão, mas só com a retomada da economia, com a aprovação das reformas”, diz Adiel Fares, fundador da Clínica Fares que, atualmente, conta com cinco unidades em São Paulo.

Em 2016, sua meta era chegar neste ano com até 14 unidades.

A rede Meu Doutor tinha planos de abrir 15 unidades até 2017, mas no momento conta com seis clínicas.

“O que percebemos é que o tempo de retorno dessas clínicas é mais demorado.

Inicialmente, nossa estimativa era de dois anos, mas hoje vimos que é de cinco anos”, diz o cardiologista Marcelo Serpa, que em 2016 chegou a negociar um aporte de R$ 100 milhões com a gestora australiana de fundos Simon Partners, que acabou não acontecendo.

Segundo Serpa, outro desafio é que são necessários investimentos vultosos em equipamentos para exames, uma vez que esse mercado de clínicas populares não é rentável apenas com consultas médicas.

A Meu Doutor também trabalha com “programas de prevenção de doentes crônicos e dentro de empresas com pessoas que têm planos de saúde”, disse Serpa.

A Dr. Agora, cuja meta era triplicar de tamanho entre 2016 e 2017, fechou.

A rede tinha entre seus investidores o empresário Rick Krieger, um dos fundadores da Minute Clinic, clínicas instaladas dentro das farmácias CVS, nos Estados Unidos.

Fonte: Valor Econômico – 12.04.2019.

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