Gestão

O peso da corrupção na saúde pública do Brasil

Por Roberta Massa | 21.01.2011 | 6 comentários

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Poucos dias antes do término do mandato do ex-presidente Lula, um assunto voltou fazer parte do noticiário brasileiro. O ex-presidente Lula em algumas entrevistas se dizia incomodado pela não aprovação da prorrogação da CPMF, dizia ser esse seu maior ressentimento durante os 8 anos de governo. O ex-presidente afirma que o setor da saúde com o final da contribuição deixará de ter a disposição R$ 40 bilhões.

Obviamente o governo federal encontrou outras maneiras de manter alta sua arrecadação, e do final de 2007 até agora os recursos para a saúde se mantiveram estáveis. Claro que pensando sob o ponto de vista financeiro R$ 40 bilhões representam um valor considerável, mas acredito que o grande problema da saúde no Brasil passa pela má gestão dos recursos, sem contar é claro a corrupção que é um mal nefasto em diversas áreas do país.

Exemplo de má gestão pública

Há pouco tempo acompanhei de perto a luta por atendimento de uma pessoa de minha família em um hospital público referência em São Paulo. Acostumada ao dia a dia de uma instituição privada fiquei horrorizada ao presenciar cenas que pareciam filmes de terror. Pacientes expostos a bactérias em cima de macas nos corredores, profissionais convivendo com o limite físico e mental nas suas tarefas, falta de medicamentos, etc.

Pacientes diagnosticados com neoplasias não eram aceitos, pois não havia “vagas” e nem medicamentos para o tratamento. Nessa mesma época o Hospital que é ligado a uma universidade federal tinha exposta notícia de gastos superfaturados em aluguel de imóveis usados pela Universidade.

Acredita-se de acordo com CGU – Controladoria Geral da União que o desperdício poderia alcançar a soma absurda de R$ 1,2 milhão.

Regra ou exceção?

Esse sem dúvida é um dos exemplos mais claros da má gestão administrativa dos recursos federais, que deveriam ser empregados de forma a favorecer as pessoas e não o contrário. Esse é um dos casos incontáveis que prejudicam o bom andamento da saúde pública, não parece ser uma exceção e sim uma regra que afeta o direito de viver de muitas pessoas.

Como em outras áreas no Brasil, não só a da saúde, o grande desafio é ter uma gestão transparente que prime pelo profissionalismo e competência. A nós cidadãos, cabe o papel de fiscalizar e cobrar a gestão honesta do bem público. Não podemos nos calar diante dessa situação.

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