Gestão

Que tipo de médico é você?

Por Roberta Massa B. Pereira | 13.08.2015 | Sem comentários

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Que tipo de médico é você? Três diferentes perfis sobre uso da tecnologia no consultório médico.

image001O livro “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson, é um clássico da literatura universal e retrata a relação conflituosa entre o pacato Dr. Henry Jekyll e seu alter ego cruel Edward Hyde – duas personalidades distintas em uma mesma pessoa. Felizmente a história é ficção e não há uma poção mágica que libera o instinto mais selvagem das pessoas. Entretanto, um tema divide a classe médica em três grupos distintos: a tecnologia.  Enquanto uns são mais reticentes e evitam soluções tecnológicas dentro de seus consultórios, outros adotam rapidamente qualquer produto que otimize a gestão de seus processos.

Esta aceitação está ligada à própria rotina pessoal. Os mais experientes, que cresceram na carreira sem a ajuda tecnológica, são mais reticentes e avessos – preferem continuar com o uso do papel em seus consultórios. Em contrapartida, quanto mais contato o profissional tiver com dispositivos digitais em sua vida, mais rápida será a adaptação às ferramentas em seu trabalho.

O fato é que os médicos adeptos de soluções digitais estão atraindo mais pacientes para seus consultórios. Uma pesquisa divulgada pela Phillips no SXSW (South by Southwest) de 2015 mostra que sete em cada dez pacientes jovens querem que os doutores utilizem aplicativos mobile em seu atendimento. Além disso, outros 70% das pessoas dizem que ficam mais confortáveis com uma comunicação via SMS, e-mail e vídeo do que por telefone ou pessoalmente. Confira os três perfis diferentes que envolvem a medicina e a tecnologia e descubra em qual você se encaixa:

Experientes e tradicionais: formado por médicos mais experientes e com carreiras consolidadas. O estabelecimento na profissão sem o auxílio tecnológico fez com que ficassem totalmente avessos aos softwares e plataformas digitais. O grupo prefere centralizar suas operações com processos manuais e não teme perder pacientes com essa atitude, pois acreditam que seu público é fiel, construído ao longo do tempo.

Cautelosos, mas dispostos: a categoria tem profissionais na faixa dos 40 anos e que também já estão estabelecidos na área. Eles cresceram ao lado do avanço da tecnologia na área médica, sobretudo para a realização de exames e cirurgias. Inicialmente são reticentes com novas soluções, mas aceitam quando entendem e compreendem as funcionalidades e benefícios das propostas. Com isso, esperam aumentar o número de consultas realizadas para driblar a crise econômica que também afeta a medicina.

Modernos e heavy users: os médicos em início de carreira formam o terceiro grupo – justamente o mais adepto das ferramentas tecnológicas. Esses jovens integram a “geração Y” e estão acostumados desde a universidade com os mais variados dispositivos. Dessa forma, eles automatizam o que podem em seus consultórios e apostam nisso para atrair pacientes e conquistar sua confiança.

* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta.
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