Tecnologia

Tecnologia em Saúde: Aparelhos se ligam ao celular e possuem câmera para olhar a garganta

Por Roberta Massa B. Pereira | 08.01.2016 | Sem comentários

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O monitoramento da nossa saúde está cada vez mais ao alcance dos smartphones. Com novas tecnologias e sensores, eles podem examinar, diagnosticar e até mesmo tratar muitas doenças e condições médicas.

Novos aplicativos para “check-ups virtuais”, tratar a dor, manejar o estresse ou monitorar doenças como o diabetes fizeram sua estreia durante a feira CES, maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas.

O grupo com sede na França VisioMed apresentou seu Bewell Connect, um dispositivo que inclui um aplicativo para smartphone que mede a pressão sanguínea, a glicose, o oxigênio no sangue e a temperatura.

“Se tenho todos esses índices, consigo ter uma boa avaliação da minha saúde”, disse Benjamin Pennequin, diretor de pesquisas da VisioMed. “É como um controle pessoal virtual.”

Se o usuário tem sintomas como dor no peito ou problemas para respirar, o aplicativo faz uma série de perguntas e dá um potencial diagnóstico, ao mesmo tempo que permite compartilhar a informação com um médico.

Na França, o dispositivo localiza serviços de saúde nas redondezas. A Bewell trabalha para criar uma rede de médicos que se conectem desde os Estados Unidos.

Outro dispositivo usado como pulseira, apresentado durante a CES pelo grupo MedWand, permite aos consumidores medir a temperatura, a frequência cardíaca, os níveis de oxigênio e inclui uma câmera para examinar a garganta e o ouvido, o que permitiria aos médicos fazer um exame on-line.

“Se você está apenas fazendo um Skype com seu médico, é apenas um chat médico”, explica o engenheiro Terry MacNeish. “Com isso, podemos ter uma imagem de suas amídalas, medir a temperatura. É muito mais preciso”.

O MedWand, que custa US$ 250 (R$ 1.012) por unidade e foi aprovado pela agência de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês), planeja começar a venda do dispositivo em junho em escala global.

A empresa também argumenta que as seguradoras de saúde estão otimistas sobre esse desenvolvimento, porque os testes teledirigidos são mais baratos do que no consultório do médico.

“O paciente economiza tempo e o médico também”, disse MacNeish.

Fonte: Folha de São Paulo – 08.01.2016

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