Gestão

Google quer tratar doenças com dispositivos bioeletrônicos injetáveis

Por Roberta Massa B. Pereira | 05.08.2016 | Sem comentários

Moncef Slaoui, executivo da GSK: parceria com a gigante do setor farmacêutico sinaliza um passo fundamental na jornada bioeletrônica.

A Verily, uma das organizações que faz parte da Alphabet, holding do Google, fechou parceria com a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) com o objetivo de desenvolver dispositivos bioeletrônicos injetáveis que poderão substituir os remédios.
Com isso, o Google pretende curar doenças crônicas sem a utilização de medicamentos.
O resultado da parceria é a nova empresa Galvani Bioeletronics, que nasce após um investimento de 540 milhões de libras (720 milhões de dólares), que serão aplicados ao longo de sete anos.
Segundo Moncef Slaoui, executivo da GSK, o acordo com a Verily sinaliza um passo fundamental na jornada bioeletrônica da GSK, que reune saúde e tecnologia para realizar uma visão compartilhada de miniaturizados e terapias elétricas de precisão.

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Campo científico relativamente novo, a bioeletrônica utiliza aparelhos em miniaturas para modificar os sinais elétricos que passam ao longo dos nervos no corpo.
Como os neurônios são parte de uma rede que reune todos os órgãos, os dispositivos estimulariam os neurônios para controlar as funções de determinado órgão.
Ao estimular um determinado nervo, o aparelho poderá, por exemplo, controlar o funcionamento do pâncreas e, consequentemente, tratar a diabetes.
 
Atualmente, medicamentos são utilizados para regular esse tipo de função. No entanto, os medicamentos causam efeitos colaterais. Com os aparelhos bioeletrônicos, os cientistas esperam que isso diminua.
No entanto, a proposta esbarra em um problema científico: os sistemas elétricos do corpo humano ainda não foram totalmente mapeados. E isso dificulta o tratamento de algumas doenças.
Fonte: Diagnóstico Web-05.08.2016
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