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Infecção hospitalar é grave, mas pode ser prevenida

Por Roberta Massa B. Pereira | 23.09.2016 | Sem comentários

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Huapa mantém índice abaixo do mínimo exigido pela SES-GO pelo nono mês consecutivo

A infecção hospitalar, síndrome infecciosa adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou mesmo depois da alta, desde que relacionada com a internação ou a procedimentos relativos aos cuidados no local, é um agravo muito temido devido às consequências que pode gerar à saúde.

Em casos graves e, se não for tratada da forma correta assim que identificada, a enfermidade pode levar à morte.

Os agentes causadores de infecção, em especial as bactérias, estão em todos os lugares, inclusive em hospitais. Como nas unidades de saúde são realizados procedimentos invasivos, a possibilidade da contaminação por esses microrganismos é ainda maior.

Conhecida como Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), a síndrome está diretamente relacionada ao tempo de internação e a procedimentos realizados, sendo que, em casos cirúrgicos e em internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), a atenção deve ser redobrada por se tratar de pacientes em estado mais grave, manipulados e, portanto, mais expostos.

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Há também fatores relacionados ao próprio paciente que podem aumentar o risco. Extremos de idade – recém-nascidos e idosos – que possuem fragilidade da imunidade; quadros de doenças crônicas, como diabetes e desnutrição, que dificultam a cicatrização; tabagismo, entre outros, favorecem a infecção.

A falta de cuidados com o ambiente, com os materiais utilizados e por parte da própria equipe de assistência também são fatores agravantes. Por isso, a existência da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é essencial e obrigatória em uma unidade de saúde.

Devido à dedicação das equipes da CCIH e assistencial do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa), a unidade tem mantido indicadores de infecção hospitalar abaixo do índice mínimo exigido pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

Segundo a infectologista e presidente da CCIH, Daniela Ribeiro Tito Rosa, o resultado positivo mantêm-se ao longo de 2016 e deve-se à realização de ações como vigilância intensificada, educação permanente com a equipe multiprofissional, foco nas medidas de precaução e higienização das mãos.

De acordo com a médica, a higienização das mãos é a medida mais simples e eficaz no combate à IRAS. “Costumamos dizer que a forma mais barata, mais fácil e mais importante para o controle das IRAS é a higienização das mãos, porque os profissionais de saúde entram em contato com o paciente, com o ambiente e com o prontuário.

Se tivermos o cuidado de, a cada procedimento, higienizarmos as mãos, evitamos carregar essas bactérias de um lado para o outro e de um paciente para o outro. É uma luta constante para que toda a equipe entenda essa importância”, ressalta a médica.

Prevenção – Constantemente o Huapa promove capacitações sobre a forma correta de higienizar as mãos, além de um grande evento anual que leva o nome de “Campanha de Higienização das Mãos do Huapa”, que teve sua sexta edição realizada este ano.

Frequentemente, os profissionais da unidade também participam de eventos científicos para debater as formas de prevenção e combate à IRAS.

Para evitar as complicações infecciosas, a participação da equipe assistencial é fundamental. Os profissionais da unidade adotam práticas para garantir a redução do período de internação sempre que possível, são criteriosos quanto à utilização de procedimentos invasivos e prezam pela nutrição adequada do paciente.  “É um esforço contínuo de todos os colaboradores do hospital.

É gratificante para todos nós sabermos que o índice da IRAS está controlado e, fico muito feliz, por estar abaixo da média exigida pela SES. Esse é o indicativo de que o nosso trabalho está indo bem”, afirma Daniela.

Fonte: Huapa Comunicação-23.09.2016.

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