Gestão

Gestão Hospitalar: entre desafios e oportunidades

Por Roberta Massa B. Pereira | 07.10.2016 | Sem comentários

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A gestão de instituições de saúde é de complexa compreensão

Existem características tão peculiares que a organização parece não se enquadrar em um modelo de gestão.

Mas, ainda assim, deve gerar lucro ou, em caso de entidades públicas, provar sua viabilidade econômica.

O termo gestão sugere a ideia de dirigir, analisar e decidir.

Na área da saúde não é diferente, o gestor hospitalar precisa de dinamismo para definir e alcançar as metas organizacionais.

Deve considerar a tríade instituição, profissionais e pacientes.

Alguns dos desafios recorrentes na gestão hospitalar são tornar o trabalho mais produtivo.

Proporcionar um ótimo ambiente para os profissionais, administrar as responsabilidades e melhorar o processo de atendimento ao paciente.

Com as incertezas da população e dos executivos diante do recuo da economia brasileira no último ano.

O setor de equipamentos médico-hospitalares registrou queda de 9,9%.

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Por outro lado, no primeiro semestre de 2016, o mercado de saúde suplementar – planos e convênios médicos – apresentou crescimento superior a 10%.

Se comparado ao mesmo período em 2015.

Os dados de recuo e avanço, mesmo que discretos, tornam uma gestão eficiente ainda mais necessária.

Diante deste cenário, o gestor hospitalar precisa ter o negócio nas mãos.

Usar uma “bússola” que o possibilite identificar as informações estratégicas, táticas e operacionais.

Instituições com visão de futuro e bom gerenciamento conseguem manter suas taxas crescentes.

O segredo é saber controlar gastos e suprimentos, para evitar desperdícios de materiais e a manutenção de estoques elevados.

É indispensável observar o controle de custos continuamente.

É necessário revisar os níveis de performance e checar o faturamento para que todo procedimento realizado seja cobrado, evitando a glosa.

Atenção a esses pontos auxilia no bom andamento dos negócios.

Porém, o gestor hospitalar necessita ter todas as informações de que precisa em um HIS (Hospital Information System) muito bem estruturado.

Este sistema de gestão deve gerar indicadores que pautem a percepção dos gestores sobre eventuais ajustes no caminho.

E que deixe-o saber como está recepção, ocupação de leitos e tempo médio de permanência do paciente, por exemplo.

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O HIS permite incluir controles, regras e fluxos de trabalho que reduzem os erros e diminuem a taxa de glosa em até 8%.

Sendo possível conhecer melhor os números da instituição para conseguir diminuir os custos e aumentar a produtividade e a qualidade do atendimento.

Esta dica pode parecer óbvia, mas não é. Os hospitais ainda investem pouco em tecnologia.

No último ano, segundo dados da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), somente 6% dos investimentos do setor de saúde foram em TI.

Enquanto em outros mercados, como comércio e serviços, os aportes nesta área foram superiores a 7,5%.

É um crescimento muito tímido, ainda mais porque os investimentos não devem ser apenas em equipamentos tecnológicos, mas também em softwares de gestão e Business Intelligence.

Os benefícios do sistema de gestão hospitalar são inúmeros.

É possível, por exemplo, controlar todo o processo que permeia o atendimento aos pacientes, garantindo que estes recebam medicamento e tratamento corretos.

Além disso, integra diversos setores da instituição – desde a central de autorização, assistência e atendimento até o faturamento e relacionamento com os convênios.

O que melhora a comunicação, auxilia na tomada de decisões e torna o negócio mais eficiente.

*Por André Silveira, diretor de Concepção e Gestão de Produtos da Pixeon.

Fonte: Race Comunicação-07.10.2016.

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