Gestão

CEO da Beneficência Portuguesa destaca a importância do compliance no setor de saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 21.11.2016 | Sem comentários

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Trabalho desenvolvido na instituição é um dos cases do livro da Anahp sobre melhores práticas.

A importância da cultura de compliance para a redução dos custos e otimização dos investimentos nas instituições hospitalares brasileiras foi destaque na palestra de Denise Santos, CEO da Beneficência Portuguesa de São Paulo, durante a abertura do pré-congresso da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), no WTC, em São Paulo.

Denise Santos, que também é presidente do Comitê Estratégico de Compliance da Anahp, ressalta que os gestores hospitalares devem adotar uma postura ética.

Assim como os colaboradores e demais stakeholders de toda a cadeia do setor também são fundamentais no processo.

Trabalho desenvolvido na instituição é um dos cases do livro da Anahp sobre melhores práticas
bpDa esquerda para direita: Denise Santos, CEO da BP São Paulo e presidente do Comitê Estratégico de Compliance da Anahp 
Viviane Miranda, vice-presidente do Comitê da Anahp, apresentam o Manual de Compliance (Foto: Gustavo Rampine)

“Para que possamos dar um passo importante na evolução do compliance nas organizações é preciso entender onde estamos.

A partir disto, podemos traçar um plano evolutivo destes conceitos e ajudar os hospitais da Anahp a buscar a excelência neste quesito”, ressalta Denise.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, apenas nos países desenvolvidos, os governos gastem de US$ 12 bilhões a US$ 23 bilhões por ano com desperdício de recursos.

Na Europa, a situação não é diferente.

Dados da Rede Europeia para a Fraude e Corrupção na Saúde demonstram que dos US$ 5,3 trilhões das despesas globais em saúde, aproximadamente US$ 300 bilhões são perdidos para os erros e para a corrupção.

Os danos causados por condutas antiéticas afetam toda a cadeia produtiva do setor de saúde, desde fornecedores, prestadores de serviços, operadoras de planos, seguradoras e, principalmente, o paciente final, que acaba sendo o maior prejudicado.

Assim, é primordial que a cultura do compliance seja adotada nas instituições hospitalares brasileiras para fortalecer um ambiente sustentável no setor em meio à crescente demanda e recursos limitados para investimentos.

O excesso de confiança e uma conduta corporativa acomodada que negligencia riscos podem não só afetar a reputação de um hospital, mas até levá-lo à falência.

“A fonte de valor das empresas mudou significativamente nos últimos 30 anos e, com isso, os riscos aumentaram.

Hoje, os ativos intangíveis como capital humano, modelo de negócio e ética praticada, impactam diretamente na imagem e no sucesso de organização”, salienta Denise Santos.

Melhores práticas

 Um dos bens intangíveis de uma instituição hospitalar são os processos adotados pela instituição que resultam em melhorias e impactam diretamente no atendimento ao paciente.

Por isso, durante o congresso foi lançado o livro Organização Assistencial – Melhores Práticas Entre as Instituições Anahp, que reúne os 40 cases mais relevantes de implementação desses processos.

Intitulado Melhora no Processo de Controle de Antimicrobianos, o trabalho desenvolvido na Beneficência Portuguesa de São Paulo é um dos cases apresentados no livro.

“O uso racional de antimicrobianos garante a segurança dos pacientes e contribui para a redução dos custos hospitalares.

Por isso, o trabalho desenvolvido é tão importante e pode servir de modelo para outras instituições”, ressalta Maria Lúcia Biancalana, infectologista do Hospital São José, unidade hospitalar da Beneficência Portuguesa de São Paulo, e uma das autoras do trabalho.

Sobre a Beneficência Portuguesa de São Paulo

A maior unidade hospitalar da instituição, localizada no bairro da Bela Vista, possui 105 mil m² divididos em 5 torres, 810 leitos, sendo 186 leitos de UTI e 23 salas cirúrgicas.

Possui pronto-socorro equipado com 30 leitos de observação, 6 leitos de UTI, 5 leitos de isolamento e 68 médicos dedicados, com capacidade para atender mais de 10 mil pessoas ao mês.

Além disso, o hospital conta com um corpo clínico renomado dividido em mais 50 especialidades, com destaque para a Cardiologia, Neurologia, Ortopedia e Oncologia e recebe anualmente mais de 1,8 milhão de pacientes.

Fonte: MSLGROUP ANDREOLI-21.11.2016.

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