Inovação

Prontuário Eletrônico: até o final de 2017 todas UBS´s utilizarão

Por Roberta Massa B. Pereira | 23.11.2016 | Sem comentários

Até o final de 2017, todas as 41,6 mil unidades de atendimento básico do SUS estarão utilizando prontuário eletrônico.

Que possibilitará o controle das ações de saúde e a melhoria do atendimento ao paciente.

A previsão é do representante do Ministério da Saúde, Allan Alves, que participou, nesta terça-feira, 22, de debate no Painel Telebrasil, que acontece em Brasília.

Segundo ele, até agora apenas 2,9 mil utilizam o sistema , enquanto outras 7 mil usam soluções privadas de gestão das ações.

Para o final de 2018, a expectativa é de que outros serviços estejam integrado ao sistema eSUS.

Como o Registro Eletrônico de Saúde e o Conjunto Mínimo de Dados, que suporta informações agregadas e indicadores, para facilitar a gestão e planejamento de políticas públicas.

Os recursos destinados ao projeto estão na ordem de R$ 500 milhões.

Já nesta quarta-feira, 23, o Ministério da Saúde abrirá o pregão para contratação do repositório nacional das informações dos pacientes em nuvem.

De acordo com Alves, a implantação do programa dependerá de reforço na infraestrutura de rede em diversos municípios e na conectividade de unidades.

Mas a dimensão de investimentos nesse setor depende de levantamento, que será concluído no início de dezembro.

Outras iniciativas do governo também contribuirão para a evolução da digitalização dos serviços de saúde pública no País.

É o que afirma o diretor do Departamento de Ecossistemas Digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Otávio Caixeta.

Ele disse que o INOVApps, do MCTIC, tem estimulado a criação de aplicativos também na área da saúde.

Além do programa Startup Brasil, com 18 novos negócios apoiados para área de saúde de um total de 183.

Caixeta citou também a Rede Universitária de Telemedicina (Rute) da Rede Nacional de Estudos e Pesquisas (RNP), que conecta 112 hospitais universitários e 60 grupos de interesse.

Ele reconhece, entretanto, que a revolução digital não acontece no mesmo ritmo acelerado no setor de saúde.

O diretor da Accenture, Ricardo Mayer, diz que entregar saúde pública para 200 milhões de habitantes não é tarefa fácil, com nível de complexidade extremamente alto.”

A saúde fica cada vez mais cara e para viabilizar é preciso massificar informações”, opina.

Segundo ele, a tarefa fica ainda mais difícil com entraves na legislação.

Que exige a troca de informação entre médicos, e problemas de conectividade, que não suporta o tráfego de imagens de alta definição.

“Isso requer infraestrutura adequada”, observa.

Mas entende que o Brasil está caminhando para atender a estratégia de e-saúde, proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Fonte: Fórum Saúde Digital-23.11.2016.

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