Tecnologia

Prontuário Eletrônico do Paciente: 3 indícios de erro

Por Roberta Massa B. Pereira | 29.12.2016 | Sem comentários

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A implantação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é uma das primeiras etapas de transformação do hospital convencional em digital.

Por essa razão, demanda atenção especial, já que ela pode ser determinante para o desenvolvimento de todo o resto do projeto.

“Os indícios de que há alguma coisa errada na incorporação do PEP aparecem logo no início e estão relacionados, principalmente, à má escolha do sistema e falta de preparo da equipe” afirma Marcelo Lúcio da Silva, diretor executivo da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis).

Entenda os três principais erros e evite-os:

1. Implantação de um sistema não certificado

Existe uma gama muito grande de PEPs e, segundo Silva, a maioria não atende aos padrões de qualidade, não possuindo a Certificação Sbis/CFM.

Dentre as principais exigências para obter essa certificação estão:

– Registro Eletrônico em Saúde (RES): um repositório de informação a respeito da saúde de indivíduos, numa forma processável eletronicamente.

– Arquitetura: conjunto de artefatos de projeto ou representações que são relevantes para descrever um objeto de modo que ele possa ser produzido com base em requisitos (qualidade), como também mantido durante o período de sua vida útil (alteração).

– Informação processável em computador: informação que pode ser programaticamente criada, armazenada, manipulada e recuperada de um computador eletrônico.

– Interoperabilidade: habilidade de dois ou mais sistemas trocarem informações entre si.

2. Não fazer seleção adequada

Mesmo que o Prontuário Eletrônico do Paciente seja certificado, é preciso avaliar, dentre as diversas opções e modelo, aquele que se adequa melhor à sua estrutura, porte e áreas que pretende-se cobrir.

“Não é interessante adotar um sistema que não comporta perfeitamente as funções necessárias.

É ideal que o sistema se molde a equipe, não o contrário.

Por essa razão, quanto menos customizações forem realizadas, melhor”, expõe Silva.

3. Mau envolvimento da equipe no projeto

É preciso engajar e treinar a equipe para evitar que o vício da utilização do papel inviabilize a implantação plena do Prontuário Eletrônico do Paciente.

“Os corpos clínico e administrativo podem se mostrar um pouco resistente a utilização do PEP.

Mas, ao entender as vantagens e benefícios participando ativamente do processo de incorporação desse sistema, a adaptação flui muito melhor”, finaliza Silva.

Fonte: MV-Sistema de Gestão em Saúde-29.12.2016.

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