Gestão

Após expansão Sabin prevê faturamento de R$ 1 bi em 2017

Por Roberta Massa B. Pereira | 09.01.2017 | Sem comentários

Após 8 aquisições nos 2 últimos anos, a empresa de medicina diagnóstica Sabin – uma das 5 maiores do setor no país.

A empresa vai focar neste ano em integração dos negócios, crescimento orgânico e em exames de imagem, modalidade oferecida em apenas três das 20 praças em que atua.

Com essa expansão, o Sabin espera que o faturamento chegue próximo a R$ 1 bilhão neste ano.

Em 2016, a receita cresceu 32% para R$ 740 milhões e foram processados 40 milhões de exames.

Para sustentar o crescimento, a rede de medicina diagnóstica pretende investir até dezembro R$ 100 milhões.

Mesma quantia de 2015 e 2016, mas nesses períodos uma parcela representativa foi destinada às aquisições, o que deve ocorrer com menor intensidade em 2017.

Atualmente, o Sabin conta com 225 unidades e a meta é abrir outras 20, além de entrar em três novas cidades em 2017.

Na semana passada, a empresa inaugurou seu primeiro laboratório em Roraima.

O plano de expansão prevê ainda uma maior oferta de exames de imagem nas unidades das cidades mineiras de Uberaba e Uberlândia e em Salvador.

Fundado em 1984 em Brasília, o Sabin viveu só de exames de análises clínicas por 30 anos

Com a concorrência ofertando uma gama maior de serviços, entrou nos segmentos de exames de imagem e vacinação há cerca de dois anos.

“Há uma demanda de clientes que querem fazer todos os exames num só local. Começamos com imunização e depois com imagem.

Uma das nossas prioridades neste ano será o investimento em equipamentos de imagem”, disse Lídia Abdalla, presidente do Sabin.

A executiva diz, no entanto, que seu principal negócio continuará sendo a área de análises clínicas, que neste ano deve representar 90% do faturamento.

Questionada se há intenção de abrir o capital do Sabin, Lídia informou que ir à bolsa não está nos planos. Seus concorrentes seguiram por esse caminho.

Em outubro, a Alliar levantou R$ 766 milhões em sua oferta inicial de ações (IPO) e o Hermes Pardini informou, em dezembro, que também pretende fazer um IPO.

As líderes do setor Dasa e Fleury têm capital aberto, mas as ações da Dasa estão praticamente todas nas mãos do empresário Edson Bueno.

A vantagem dessas duas empresas é que elas já fizeram a integração das aquisições, estão com a casa organizada e capitalizadas para investir tanto em crescimento orgânico quanto na compra de ativos.

O setor de medicina diagnóstica tem cerca de 10 mil laboratórios privados e faturou R$ 25 bilhões em 2015, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Da receita total, 60% vem de exames de análises clínicas a 40%, da área de imagem.

Nos últimos anos, hospitais e operadoras de planos de saúde verticalizadas vêm investindo em medicina diagnóstica.

Entre os hospitais que apostam nesse segmento estão Albert Einstein, Sírio-Libanês, HCor, Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa e Rede D’Or e operadoras como Amil, NotreDame Intermédica e Hapvida, entre outras.

Fonte: Valor econômico-09.01.2016.

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