Gestão

Paralisação de obra da UPA Vila Mariana preocupa moradores

Por Roberta Massa | 10.01.2017 | Sem comentários

Uma placa na esquina das Ruas Diogo de Faria e Botucatu, na Vila Clementino, indica que as obras da UPA V. Mariana deveriam terminar em abril do ano passado.

Mas, até então, passados nove meses, a construção não avançou.

A área, que chegou a abrigar a Unidade de Parques e Jardins da Subprefeitura da Vila Mariana, está tomada pelo mato e com pilhas de entulho.

Os moradores ao redor reclamam do abandono daquilo que deveria ser uma Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, ao custo inicial de R$ 5,5 milhões.

A preocupação fica por conta do descaso com o dinheiro público, a eventual existência de focos do mosquito transmissor da dengue e a falta de segurança.

A estudante de medicina Michelle Gioia Coiado afirma que há mais de um ano está tudo parado.

Segundo ela, tão grave quanto o descaso com o dinheiro público é a falta de fiscalização. “Já faz mais de um ano que a gente vê tudo parado e, sem a fiscalização devida, a coisa piora”, afirma.

De acordo com o zelador de um condomínio, que fica em frente ao terreno, as equipes de combate a dengue atuam na região, mas ignoram as áreas públicas.

“Eles entram aqui toda a hora, mesmo a gente fazendo o dever de casa. Agora seria bom se eles olhassem para o próprio quintal”, afirma Cipriano da Silva.

Em um comunicado, a prefeitura informou que a Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste realiza vistorias regulares na região.

Quanto à paralisação das obras, o órgão ressalta que a construtora responsável entrou em recuperação judicial e teve o contrato rescindido.

A  Secretaria Municipal de Serviços e Obras  está realizando um levantamento para eventual retomada dos trabalhos.

Confira abaixo a íntegra da nota emitida pela prefeitura:

“A Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste informa que em 08 de dezembro de 2016 foi realizada vistoria pelos agentes de saúde da Supervisão de Vigilância em Saúde (SUVIS) Vila Mariana/Jabaquara na obra da UPA Vila Mariana.

Na ocasião foi ainda empregado tratamento com BTI no local, que tem prazo de eficácia de dois meses. Segundo a SUVIS o local foi cadastrado como Ponto Estratégico (PE) para acompanhamento e monitoramento do setor.

Nova vistoria dos agentes no referido endereço já está agendada para ser realizada nesta terça-feira, dia 10/01.

A obra está paralisada porque a construtora Massafera não cumpriu o contrato e entrou em recuperação judicial.

O contrato com a empresa foi rescindido em agosto de 2016.

A Secretaria Municipal de Serviços e Obras (SMSO) está realizando o levantamento dos serviços e recursos necessários para a  retomada dos trabalhos e posterior conclusão da unidade”.

Fonte: Estadão-10.01.2017

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