Gestão

Panorama entre a Saúde Pública e os Planos de Saúde no Brasil

Por Roberta Massa B. Pereira | 26.01.2017 | Sem comentários

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Só quem já utilizou o Sistema Único de Saúde (SUS) sabe qual é a realidade do serviço público de saúde no Brasil.

Há poucas vantagens, e sim, muitas desvantagens quando comparado ao sistema privado de saúde, este que por sua vez, tem sido mais requisitado.

O SUS atende atualmente mais de 150 milhões de pessoas no país, com orçamento de 118 bilhões por ano.

O que o sistema consegue fazer com este dinheiro realmente surpreende, mas não se pode dizer que é com a qualidade e eficiência esperada. Nos noticiários mesmo nós notamos isto…

Pessoas morrem na fila de espera dos hospitais, não há leitos, aparelhos e médicos suficientes para a demanda, assim como não há medicamentos ou número de hospitais, já que a fila de espera para exames e cirurgias tendem a demorar anos.

Infelizmente o sistema que deveria ser perfeito para a sociedade brasileira, ainda não está preparado para tal demanda.

Por este motivo, mais e mais pessoas contratam os planos de saúde, mesmo os que possuem menores valores e consequentemente menor cobertura, pois este mínimo não é o que o SUS consegue oferecer.

A ANS é o órgão regulador do governo, vinculado ao Ministério da Saúde, responsável pela normatização e fiscalização do setor de planos de saúde no Brasil.

Segundo Kátia Delane, analista de seguros da corretora JK Saúde, os planos de saúde no país variam muito em relação ao seu atendimento – este é o ponto crítico – mas também podem ser dos tipos individuais e empresariais, que diferem entre si em categorias e coberturas de benefícios, idades e número de vidas.

Os planos de saúde que mais valem a pena são os de maior cobertura e com melhor rede credenciada e atendimento, como a Amil, SulAmérica, Bradesco Saúde e Unimed, porém, o custo deles é alto.

As operadoras comercializam o plano coletivo por adesão também com descontos pela categoria profissional do beneficiário.

Porém, os planos de saúde com faixas populares, como Promed, Vivamed Saúde e Good Life possuem uma rede credenciada menor com relação aos top planos, o que permite oferecer preços mais competitivos, e mesmo os básicos atendem satisfatoriamente a maioria das necessidades de seus pacientes, coisa que o SUS infelizmente ainda não é capaz.

Com o aumento do desemprego no país, o sistema de saúde pública está ainda mais congestionado, pois cada vez mais pessoas possuem menos condições de pagar o convênio e as firmas cortam o benefício após a demissão, então o sistema que já é saturado está ainda mais caótico e inchado.

Especialistas dizem que o que resta a fazer, para quem puder, é contratar o serviço privado de saúde, pois, diante de emergências, não há como contar com algo que infelizmente não é garantido, o acesso à saúde de qualidade.

Mediante cirurgias de emergência e doenças inesperadas, os planos de saúde atendem prontamente e possuem parcerias com hospitais de altíssima qualidade e preparo médico.

Por que existem planos baratos?

Os planos de saúde no Brasil custam, em média, acima de R$ 100,00 o que não é tão alto para as vantagens que se pode ter até mesmo com os classificados do tipo popular.

Isto porque ao não ter um atendimento básico e de qualidade de prontidão, quando necessário, pode acarretar em complicações mais sérias que poderão levar até mesmo a morte.

O pensamento dos empresários que criam estes valores mais acessíveis aos consumidores é que este tipo de plano, mesmo que simples, supre muito mais do que o SUS consegue fazer atualmente.

Com o baixo valor do convênio, garante estar à disposição de um maior número de brasileiros que tanto precisam.

Fonte: Estadão-26.01.2017.

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