Gestão

MP não detecta mais pontos críticos na Unimed-Rio

Por Roberta Massa B. Pereira | 13.02.2017 | Sem comentários

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Pouco mais de dois meses após a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da operadora de saúde Unimed-Rio, “a situação financeira não apresentou melhoria significativa.

Apesar de indicativos de novos contratos de prestação de serviços”, segundo avaliação do Ministério Público do Rio (MP-RJ).

O MP informou também que, em encontro recente com a operadora, “não foram detectados pontos críticos no atendimento ao clientes e pagamento à rede prestadora”.

Os promotores responsáveis pelo caso têm feito reuniões periódicas para avaliar o cumprimento das medidas e avalia que o acordo está seguindo o trâmite normal.

O TAC assinado no fim de novembro estabelecia uma série de exigências, para serem implementados em até 90 dias, entre elas quitar a dívida bancária de curto prazo avaliada em R$ 120 milhões e pagar as dívidas para com os prestadores de serviço para que o atendimento médico seja normalizado.

Os médicos cooperados também precisam fazer aportes mensais de R$ 10 milhões, o que está sendo feito, segundo o MP-RJ.

Em nota, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que a expectativa “é que a Unimed-Rio consiga cumprir todas as obrigações e adote as medidas capazes de reequilibrar sua situação econômico financeira e assistencial”.

Caso a cooperativa carioca não consiga implementar as medidas, “o Sistema Unimed assumirá a integralidade do atendimento aos beneficiários, e, com isso, eles terão assegurada a assistência”.

Para a regularização total das dívidas da Unimed-Rio, em números atuais, é preciso entrar no cofre da cooperativa médica R$ 1,86 bilhão, segundo balanço divulgado em dezembro. Uma das alternativas estudadas está a venda de imóveis.

A Unimed-Rio informou que vem cumprindo “integralmente todas as condições do TAC”: assinou acordo com 80% da rede prestadora para garantia de atendimento aos clientes e cumprimento das condições negociadas de pagamento.

Realizou parceria com o Banco Santander para buscar soluções de quitação de empréstimos de curto prazo e avaliar novas opções de negócio; e reduziu o volume de reclamações em 45% no mês de janeiro.

“Dentro deste cenário, o atendimento aos clientes está normalizado e a empresa vem reestruturando diversos processos internos de forma a deixar a prestação de serviço mais ágil e eficiente”, informou em nota a cooperativa.

Fonte: Valor Econômico-13.02.2017.

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