Gestão

Superintendente de Saúde do Sírio Libanês fala sobre saúde corporativa

Por Roberta Massa B. Pereira | 01.06.2017 | Sem comentários

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Como a experiência e o trabalho de ponta da operação hospitalar podem ajudar as empresas a melhorar a gestão da saúde, aumentando a satisfação dos colaboradores e reduzindo custos

Os gastos das empresas com saúde para seus colaboradores vêm crescendo ano a ano.

Segundo estimativas da Mercer Marsh Benefícios – instituição de referência na área de corretagem de seguros e gerenciamento de riscos.

Grandes empresas brasileiras gastavam, em 2012, uma média de 10,4% das suas folhas de pagamentos com planos de saúde.

Em 2016, essa média subiu para 11,6% e, em 15 anos, a previsão é atingir 16,3%.

Essa enorme variação de gastos tem sido influenciada por diversos motivos.

Entre eles, destacam-se a fragmentação dos serviços de atenção em saúde, o que traz pouca efetividade;

As indicações cirúrgicas desnecessárias em detrimento aos tratamentos efetivos e conservadores;

A incorporação de novas tecnologias e tratamentos de altos custos; e a superlotação dos atendimentos de emergência.

Para critério de comparação, enquanto uma consulta médica custa cerca de 100 reais, uma ida ao pronto atendimento, muitas vezes sem necessidade, custa aproximadamente 600 reais.

Outro fator importante que tem contribuído para o aumento dos gastos com a saúde suplementar é a mudança demográfica no País.

Com o envelhecimento populacional, os gastos das operadoras com problemas de saúde relacionados à terceira idade, que representavam 53% do total em 2010, devem chegar a 56% em 2030 e a até 61% em 2050.

Diante desse cenário, todo mundo sai perdendo. As operadoras perdem porque são obrigadas a aumentar os preços dos planos de saúde, a diminuir a qualidade da assistência prestada ou, muitas vezes, a encerrar suas atividades.

Hoje, 155 operadoras (cerca de 20% do total) detêm 80% dos usuários de planos de saúde de todo o País.

As empresas também perdem porque, além de gastarem mais com saúde ocupacional, têm prejuízos com afastamentos e perda de produtividade; e os colaboradores porque se sentem insatisfeitos com os serviços recebidos, acreditando que não existem médicos qualificados na rede de atendimento.

Mas como evitar essas perdas que ameaçam tornar o modelo de saúde suplementar do País insustentável?

Novo conceito em saúde corporativa

Estudos de promoção da saúde nas empresas divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que os programas in loco (nos quais é montado um ambulatório dedicado dentro da empresa, ou em um local definido por ela).

Conseguem reduções na ordem de 25 a 30% nos custos médicos e nas taxas de absenteísmo em períodos médios de 36 meses.

De acordo com estimativas do Fórum Econômico Mundial, o retorno econômico com a implantação desses programas representa 5,81 dólares para cada dólar investido.

Ciente desses números e por acreditar que a saúde é um dos elementos centrais para o sucesso das organizações, o Hospital Sírio-Libanês lançou em 2016 a iniciativa Saúde Corporativa.

Cujo objetivo é auxiliar as empresas na gestão da saúde de seus colaboradores e dependentes.

Trata-se de uma proposta pioneira no Brasil.

O objetivo é fomentar mudanças de longo prazo nos hábitos de vida dos usuários, contribuindo para melhorar a saúde e o bem-estar deles e reduzir os gastos com os serviços prestados.

Tudo isso feito com humanismo, pioneirismo e excelência, que são alguns dos princípios do Hospital Sírio-Libanês há mais de 95 anos.

Nossa instituição conta com um corpo clínico multidisciplinar especializado que atua de forma integrada, tecnologias de última geração e padrões internacionais de qualidade.

Como as certificações estabelecidas pela Joint Commission International (JCI), o mais importante e respeitado órgão certificador de qualidade das organizações de saúde no mundo.

Quais as propostas da Saúde Corporativa?

A Saúde Corporativa visa a integração entre os serviços de saúde ocupacional, assistência médica e programas de reabilitação e prevenção.

Para isso, tem como foco a atenção primária da saúde na própria empresa ou em local indicado por ela.

Empoderando e engajando os colaboradores e seus dependentes quanto aos cuidados com a saúde e adoção de hábitos e estilo de vida saudáveis.

No entanto, a Saúde Corporativa também oferece atenção secundária, que abrange a detecção de problemas de saúde em estágio inicial e, atenção terciária, para redução dos prejuízos físicos por meio do encaminhamento para procedimentos complexos e/ou de alto custo.

Com isso, cria-se um processo conhecido por prevenção quaternária na saúde, que diminui o excesso de intervenções médicas.

Para os colaboradores, a estratégia da Saúde Corporativa se propõe a atuar sob os fatores de risco para redução de complicações e prevenção de doenças crônicas; a  agilizar o atendimento com profissionais de excelência, indicando profissionais fora da rede, quando necessário; e a dar continuidade na assistência mesmo nos níveis mais complexos da atenção.

O grupo de executivos cujo ritmo de trabalho faz com que a saúde seja negligenciada recebe uma atenção especial.

A Saúde Corporativa também contribui com as empresas ao reduzir o risco do modelo pós-pagamento, obtendo uma maior previsibilidade e/ou redução de custos totais com saúde; ao diminuir o absenteísmo, o presenteísmo e aumentar a produtividade; e ao satisfazer seus colaboradores com os serviços de saúde oferecidos.

Já para as operadoras, a proposta da Saúde Corporativa contribui com o dimensionamento da rede de atendimento em termos qualitativos e quantitativos; e na coordenação dos cuidados com saúde, permitindo uma utilização mais racional dos planos de saúde, reduzindo o volume de exames e procedimentos desnecessários e promovendo a realização de diagnósticos e terapias mais assertivos e eficazes.

Saúde corporativa para cuidar dos nossos colaboradores

Seguindo a tendência de alguns dos sistemas de saúde mais avançados do mundo, como os estabelecidos no Canadá e na Inglaterra.

O foco na atenção primária já é a base do programa de saúde que oferecemos aos nossos colaboradores e dependentes, no Hospital Sírio-Libanês.

O Cuidando de Quem Cuida, como foi denominado nosso programa, segue os princípios de gestão em saúde corporativa e atende mais de 12.600 pessoas, entre colaboradores e dependentes, que quase sempre são seus cônjuges e filhos.

Sabemos que o tipo de cuidado em saúde a ser recebido pelo colaborador e sua família é fundamental no momento de almejar uma vaga de trabalho.

Alguns dos exemplos de sucesso já observados com esta nossa experiência interna foram:

  • 35% de redução do custo médio com saúde para colaboradores, sem redução da qualidade.
  • 30% de redução nas internações.
  • 28% de redução na realização de exames.

Ao desenvolvermos uma estratégia de saúde corporativa no Hospital Sírio-Libanês, geramos valores para nossos colaboradores e dependentes ao obterem uma melhor qualidade de vida; e para a comunidade, ao contribuir com um sistema de saúde mais sustentável.

Disponibilizar esse serviço significa gerar valores também para a sua empresa, para a comunidade, para seus colaboradores e, para quem é mais importante para eles, os seus familiares.

Fonte: Gentil Jorge Alves Junior, superintendente de saúde corporativa – Hospital Sírio-Libanês-01.06.2017.

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