Gestão

Custo da gripe para planos de saúde soma R$ 4,5 bilhões em 2016

Por Roberta Massa B. Pereira | 07.06.2017 | Sem comentários

O custo da gripe para os planos de saúde foi de aproximadamente R$ 4,5 bilhões no ano passado.

Esse valor considera os atendimentos de pacientes afetados pela doença em pronto-socorros, incluindo consultas, exames e internação em hospital.

O levantamento foi feito pela consultoria espanhola especializada em saúde Advance Medical.

Cerca de 70% dos pacientes acometidos por gripe não necessitam ir ao hospital, podem superar perfeitamente o problema com atendimento médico adequado”, disse o médico Caio Soares, presidente da Advance Medical.

Segundo Soares, os atendimentos dos casos de gripe em emergência elevam em cerca de 30% o custo que uma operadora de plano de saúde tem com pronto-socorro.

Em 2016, as despesas médicas das pessoas com convênio atingiram R$ 100 bilhões, ou seja, a gripe representa 4,5% deste total.

“A epidemia da gripe em uma população que não recebe orientação adequada de tratamento pode incrementar a taxa de sinistralidade do plano em 5%, disse o executivo da Advance Medical, que foi diretor-médico da operadora Omint.

Do custo médico total de uma operadora, cerca de 15% é proveniente de pronto-socorro, entre 45% e 50% vem de internações, 20% a 25% são exames laboratoriais e 15% referem-se a honorários médicos e impostos.

Neste ano, Soares acredita que o setor continuará tendo o mesmo patamar de despesas com a gripe, uma vez que ainda não existe uma cultura de evitar o pronto-socorro para casos da doença.

Ele estima que entre os meses de maio e setembro, 30% dos atendimentos nas emergências são de pacientes com gripe.

Fonte: Valor Econômico-07.06.2017.

 

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