Inovação

Beneficência Portuguesa investe R$ 30 milhões em prontuário eletrônico

Por Roberta Massa B. Pereira | 26.07.2017 | 1 comentário

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Na área da saúde, a adoção dos prontuários eletrônicos – fichas utilizadas para guardar o histórico dos pacientes – deve ser integrada ao plano estratégico.

“Não é mais possível atender com qualidade, sem investir em digitalização”, garante Denise Soares dos Santos, CEO da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A instituição aportou R$ 30 milhões para instalar a tecnologia.

Segundo Denise, a BP tomou a decisão de implementar o prontuário eletrônico em 2013.

Entre as metas práticas estavam a de melhorar processos, ampliar a segurança do paciente e aumentar a produtividade da equipe médica.

Mas o projeto ganhou contornos mais complexos quando a direção do hospital colocou-o no centro de suas ações para a valorização da vida.

“Para engajar a equipe, é fundamental dar um sentido ao uso da tecnologia”, explica Denise.

Lilian Quintal Hoffmann, superintendente de Tecnologia da Informação da BP, destaca o acesso aos dados do paciente junto ao leito.

“Instalamos notebooks em carrinhos, permitindo a anotação de qualquer intervenção médica ou da enfermagem”, diz.

Todas as salas de consulta, a enfermaria e os laboratórios também possuem equipamentos para uso do prontuário eletrônico.

As executivas citam que ao consultar o paciente – no leito ou na sala de consulta – o médico verifica, na tela, os exames, as medicações, os procedimentos e as intervenções realizadas.

ode resgatar o histórico de saúde e decidir sobre o melhor tratamento.

“Com todas as informações, o profissional é mais assertivo no tratamento”, lembra Denise.

Segundo Lilian, o sistema é capaz de alertar sobre medicações que não são indicadas para o paciente.

“Se o doente é alérgico a algum tipo de substância, o software informa ao profissional de saúde, barrando a prescrição”, exemplifica.

Este recurso amplia a segurança do paciente e ajuda o médico, que muitas vezes desconhece a alergia.

Mas o maior ganho está mesmo no tempo que sobra para atenção aos pacientes e às famílias. “Ao aumentar a produtividade, humanizamos o atendimento”, diz Denise.

Como exemplo, a executiva cita os relatórios preenchidos após a cirurgia.

Quando o procedimento era manual, o médico tinha de listar os materiais utilizados, os procedimentos realizados e outros detalhes em fichas de papel.

O processo durava cerca de 30 minutos. Com o sistema, a lista prévia está disponível no computador, o profissional verifica e modifica o que for necessário, reduzindo a tarefa a poucos minutos.

“O tempo é gasto com a família, em uma conversa olho no olho para tranquilizá-la e explicar os próximos passos do tratamento.”

Para as executivas, o processo de digitalização não tem limites e logo os hospitais estarão prontos para captar dados de sensores, dispositivos e máquinas automaticamente, gerando alertas imediatos sobre a saúde do paciente.

Já a formação de um banco de dados único para o sistema de saúde – o que permitiria a medicina colaborativa – demanda um trabalho de padronização para registro dos dados.

“Se todos falarem a mesma língua será possível criar repositórios para estudar doenças e sermos mais efetivos em ações de prevenção e promoção da saúde”, afirma Denise.

Fonte: Valor Econômico-26.07.2017.

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