Tecnologia

Hospitais 4.0 e a importância da infraestrutura na tecnologia

Por Roberta Massa B. Pereira | 06.11.2017 | Sem comentários

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A tecnologia e a saúde estão cada vez mais próximas e apostar em infraestrutura para antecipar as inevitáveis mudanças é investir em soluções à prova de futuro

Os hospitais receberam mais um integrante para a equipe médica: a tecnologia.

Cada vez mais autônomos, os dispositivos de segurança e videomonitoramento conseguem orientar melhor todas as operações de uma unidade de saúde – desde a limpeza até o atendimento aos pacientes.

Com ganhos comprovados, a evolução tecnológica ainda esbarra em um grande desafio, a falta de infraestrutura dos hospitais brasileiros.

Atualmente, a maior parte das instituições de saúde possuem câmeras de videomonitoramento.

Em geral, mal utilizada – computadores, controle de acesso ou outros equipamentos com conexão à rede que, com pouco investimento, pode colaborar em todos os setores.

No entanto, para isso é preciso antes criar um ambiente up to date e de acordo com o nível de qualidade que se espera como retorno.

Alguns preferem chamar a revolução da internet como a 4ª revolução industrial, o fato é que gradativamente os computadores ocupam espaços centrais em todos os serviços.

E com o IoT (Internet of Things) e Inteligência Artificial (AI), as possibilidades para o futuro são inimagináveis.

De maneira que, a atualização é inevitável.

Além da equipe de funcionários, os hospitais precisam investir em uma infraestrutura de ponta para se tornarem instituições 4.0.

Nos Hospitais Inteligentes, a junção entre serviços e produtos, somados ao uso do big data e data analytics contribui para a otimização na tomada de decisões com diagnósticos mais precisos.

Para cuidados aos pacientes, já existem tecnologias onde através de um vídeo analítico, o sistema reconhece escorregões e quedas nas dependências do hospital e emite um alarme para avisar as equipes.

Em asilos ou áreas com grande circulação de idosos, o programa pode salvar vidas.

Na prática, as maiores instituições de saúde do Brasil já contam com prontuários eletrônicos na rotina.

E outros a distribuição de remédios já é feita por um robô que movimenta 3700 itens e o transporte de remédios de urgência é feito por dutos pneumáticos.

Com o recurso de reconhecimento facial, os médicos podem entrar na sala de cirurgia ou em áreas restritas com muito mais segurança e, o mais importante, sem tocar em nada, diminuindo o risco de contaminação.

As imagens das câmeras de segurança podem servir para verificar pacientes em tempo real, depois para analisar padrões de atendimento e usados como exemplo em treinamentos futuros.

Atualmente, os smartphones já causam impacto no atendimento – seja pelo viés dos pacientes ou da equipe médica.

Em instituições com grande volume de atendimentos, cerca de 90% dos atendidos possuem smartphone.

Ou seja, ter internet com wi-fi no local é essencial e o lugar precisa estar preparado para suportar o grande volume de acessos, assim como nos preocuparmos com a segurança.

O Roadmap da tecnologia dentro dos hospitais vai da lavanderia ao prontuário eletrônico.

Até o tradicional estetoscópio, já conta com uma versão digital.

Sistemas embarcados visando a conectividade e a interoperabilidade, o que demonstra a união definitiva entre saúde e tecnologia.

O principal desafio agora é superar as máquinas analógicas, substituí-las.

Adotar uma política conservadora agora é procrastinar um crescimento inevitável e, especialmente, desejado.

* Por Luciana Cartocci, diretora executiva da Teleinfo Soluções.

Fonte: Trópico Comunicação – 06.11.2017.

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