Internacional

Como funcionam os convênios médicos em outros paises

Por Roberta Massa B. Pereira | 28.11.2017 | Sem comentários

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Países com sistemas de saúde similares ao brasileiro só permitem que convênios ofereçam serviços suplementares, que não concorrem com a rede pública -ao contrário do que ocorre aqui.

No Reino Unido, na França, na Espanha, em Portugal e no Canadá, convênios só vendem aquilo de que o sistema público não dispõe. Uma empresa não pode vender cirurgia cardíaca se isso é oferecido pelo sistema.

Como no modelo de transplante de órgãos no Brasil, todos estão sujeitos à fila de espera, compara o professor Álvaro Escrivão Jr., coordenador-adjunto do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão em Saúde da Fundação Getúlio Vargas.

“No Reino Unido é assim. Ninguém pode falar: eu tenho dinheiro, vou furar a fila, ser atendido primeiro, ser melhor atendido. Não, todos serão atendidos da mesma forma.

A ideia de sistema universal é essa”, diz.

No Brasil, o sistema suplementar concorre com o SUS, uma das maiores redes do mundo.

“Com todas as dificuldades que o Brasil enfrenta, o SUS é um modelo admirável, mas precisa de aperfeiçoamento”, opina Pedro Ramos, diretor da Abramge, entidade dos planos de saúde.

Nos EUA, o sistema é privado e segmentar -com várias modalidades.

Quem não pode pagar tem o plano subsidiado pelo governo.

O Medicare é destinado a pessoas com 65 anos ou mais e a portadoras de deficiência.

Alemanha, Austrália, Chile e Colômbia têm um seguro do Estado, gerido por operadoras de planos de saúde, que cobre a totalidade ou quase toda a população.

O financiamento é feito por impostos ou contribuições de empregadores e empregados.

Nesse modelo, a pessoa tem acesso a uma cobertura mínima, mas pode adquirir coberturas adicionais ou melhorias do padrão do plano.

Na Austrália, a cobertura é universal e não há sobreposição de sistemas.

Metade da população é coberta pelo seguro médico público, gerido por operadoras do governo e privadas.

A outra metade é coberta só por planos privados.

O beneficiário pode escolher entre o programa público e o privado.

Se escolher o privado, o Estado estorna anualmente até 35% do valor pago em contraprestação do plano, para incentivar a migração para planos particulares.

Quem tem renda alta e não contrata plano privado é taxado em até 1,5% da renda.

No Chile, a cobertura também é universal e não há sobreposição de sistemas.

O usuário escolhe se quer ser atendido pelo sistema público ou privado. Se escolher o público, não poderá usar o privado e vice-versa.

Fonte: Folha de São Paulo-28.11.2017.

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