Gestão

Hospital Universitário de São Paulo tem novo corpo diretivo

Por Roberta Massa B. Pereira | 17.04.2018 | Sem comentários

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O Hospital Universitário da USP terá novo corpo diretivo, após passar por diversos problemas financeiros.

A situação econômica do HU piorou bastante nos dois últimos anos.

Em 2017, o orçamento da instituição foi de 263 milhões de reais, cerca de 20% menor que o de 2015.

Isso se refletiu na queda no número de profissionais. Desde 2014, o espaço perdeu 69 médicos, ou 25% da força de trabalho.

Quase metade dessas ausências impactou setores cruciais, como clínica geral e pediatria.

Os novos gestores no Hospital Universitário da USP serão o Professor Dr. Luiz Eugênio Garcez Leme, que irá assumir a superintendência.

Juntamente com o Dr. Walter Cintra Ferreira Junior, que irá  assumir a assessoria ténica, ambos possuem experiência anterior em cargos relevantes no Sistema FMUSP-HC.

O Professor Dr. Luiz é associado do Departamento de Ortopedia e Traumatologia e do Departamento de Clínica Médica (Geriatria).

O Dr. Walter Cintra Ferreira Junior atuava anteriormente no IOT – Instituto de Ortopedia e Traumatologia.

Ambos já passaram também por funções de relevo em outras unidades do HCFMUSP e em órgãos da saúde na área pública municipal e federal.

O HU recebe 2000 alunos por ano, em mais de 50 disciplinas de seis unidades da USP.

Acolhendo importantes estudos epidemiológicos e atendendo servidores, alunos e docentes, seus dependentes e a comunidade da região do Butantã.

Lean Six Sigma

O novo superintendente, Prof. Dr. Luiz Eugênio Garcez Leme, analisa as condições adversas dos últimos anos vividas pelo HU, como a crise financeira pela qual passou a USP, e observa:

Recursos Humanos:

“Os principais desafios relacionam-se à possibilidade de reposição de claros entre os médicos, principalmente pediatras, anestesistas e clínicos, bem como de pessoal de enfermagem, particularmente técnicos de enfermagem.

Torna-se, assim, necessário que se estruture uma política de recursos humanos que permita ao hospital refazer seus quadros de maneira rápida e ágil”.

Atenção local:

“Negociações foram e estão sendo desenvolvidas junto à Secretaria de Saúde do Município para a viabilização da implantação rápida de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nas comunidades de abrangência do Hospital Universitário.

Particularmente na comunidade São Remo, o que permitiria ao HU receber os pacientes de fato referenciados com melhor possibilidade de assistência e de ensino na área de emergência”.

Ensino:

“Uma das maiores contribuições que o HU pode oferecer aos alunos da USP é a vivência concreta da interprofissionalidade na atenção à saúde.

O fato de ser uma estrutura de atenção de média complexidade permite aos alunos ter uma vivência de saúde que não é fácil de se obter em hospitais terciários.

Esperamos que a recuperação da capacidade de atenção do hospital possa ser rapidamente conseguida, permitindo plena possibilidade de ensino aos alunos”.

Solução

“A possibilidade de contratação de emergência de profissionais por tempo determinado, já existente em outras experiências da própria Universidade.

Poderia dar algum alívio temporário, mas não representa uma solução definitiva.

Creio que a Universidade precisará rever sua política de recursos humanos no tocante ao pessoal técnico de saúde para que o HU possa vir a ter uma solução a médio/longo prazo”.

Assessor Técnico do HU destaca parceria com HCFMUSP

Com atuação anterior como Diretor Executivo do IPq – Instituto de Psiquiatria e Diretor Executivo do IOT – Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP.

O Dr. Walter Cintra Ferreira Junior – Assessor Técnico da Superintendência do HU – assume a nova função.

Lembrando que medidas administrativas de contenção de despesas tomadas nos últimos anos no HU afetaram o clima organizacional:

Desafio

“O primeiro desafio será o de restaurar o orgulho de ser HU nas pessoas que nele trabalham, estudam, ensinam, pesquisam e são tratadas.

Isto vai se dar através de ações concretas, levadas a cabo pela atual administração, conforme as diretrizes estabelecidas pela atual reitoria da USP e conselho deliberativo do HU.

Que reafirmaram a condição do hospital de pertencimento à Universidade de São Paulo e de recuperação da sua condição operacional como local de excelência do ensino, da pesquisa e da assistência à comunidade.

Gestão participativa:

“Tanto no HCFMUSP como em outras instituições em que trabalhei, tive a felicidade de poder implantar um modelo de gestão participativa.

Promovendo a integração e consequente comunicação entre os diversos setores do hospital.

Além disso, a participação nos programas de busca da excelência, vividos nesses 11 anos de HC.

Será com certeza valiosa para adotar no HU um modelo de governança integrado e com base na avaliação de resultados.

O HU tem uma tradição de excelência e um corpo de trabalhadores altamente qualificados, por isso, acredito que esta não será uma tarefa difícil.

Recursos

“O HU, como unidade da USP, tem as suas receitas oriundas do orçamento, que é consequência da arrecadação de impostos e que, por sua vez, depende do desempenho da economia.

Por outro lado, creio que temos uma grande oportunidade de promover algumas medidas administrativas e operacionais que podem promover ganhos de escala e eficiência”.

Parceria com HCFMUSP

“Uma dessas medidas será, com certeza, a parceria com o Hospital das Clínicas na realização, por exemplo, de licitações.

Aumentando o poder de negociação junto a fornecedores e prestadores de serviços.

Também na área assistencial pode haver ganhos para ambas as instituições, através do fortalecimento do fluxo de referência e contrarreferência entre o HU e o HCFMUSP”.

Fonte: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – 17.04.2018

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