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Brasil não sabe o número de casos de câncer que acontecem no país

Por Roberta Massa B. Pereira | 21.05.2018 | Sem comentários

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Fórum SAÚDE – A Revolução do Acesso discutiu como o projeto de notificação compulsória dos casos de câncer pode melhorar o acesso a bons tratamentos.

É impossível planejar uma estratégia efetiva de combate ao câncer no Brasil, a menos que tenhamos dados concretos sobre os verdadeiros números de casos da doença.

As estimativas apresentadas pela mídia são bastante especulativas, como ficou claro no “Fórum SAÚDE – A Revolução do Acesso”.

O evento da maior revista de medicina, nutrição e bem-estar do Brasil aconteceu na última terça-feira, 15, em São Paulo.

Em parceria com a Bristol-Myers Squibb, biofarmacêutica com atuação global.

No encontro, um dos principais temas em debate foi a busca por uma política pública de controle do câncer.

Sandro Martins, coordenador geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde.

Destacou que, atualmente poucos hospitais fornecem dados ao governo sobre a entrada de pacientes com um tumor maligno.

“Hoje, cerca de um terço das instituições fazem as notificações pelo Sistema de Informação de Câncer (Siscan), por exemplo”.

Isso significa que os números de casos esperados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) são firmados a partir de bases pouco sólidas.

Ou seja, não representam, necessariamente, o cenário nacional com fidedignidade.

Para reverter esse cenário, Martins ressaltou que há um projeto de lei no Senado com o objetivo de tornar obrigatória a notificação dos episódios de câncer.

“Com a notificação compulsória, teremos um instrumento legal para cobrar esses dados.

Mas, claro, teremos desafios técnicos, que precisarão ser enfrentados conforme surgirem”, afirmou.

Governo, hospitais e sociedade terão que criar uma infraestrutura que possibilite a contagem e o envio dessas informações.

“Não podemos mais ser um país sem números”, ressaltou Marlene de Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Durante o Fórum SAÚDE, ela apresentou o Go All.

Um grupo de empresas e associações que pretende melhorar o atendimento da doença colocando todos os setores envolvidos frente a frente.

“Precisamos partir de um ponto. E o ponto é a notificação compulsória.

Todos temos que entender que isso pode ser um divisor de águas na busca por acesso a tratamentos adequados”, argumentou.

“Mas, se a lei for aprovada, também deveremos cobrar as autoridades para implementá-la”, finalizou.

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Fonte: Linhas Comunicação- 21.05.2018.

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