Tecnologia

Na saúde realidade mista permite cirurgias complexas

Por Roberta Massa B. Pereira | 30.07.2018 | Sem comentários

Há um consenso entre especialistas da área de saúde e pesquisadores de que tanto a realidade aumentada (AR, na sigla em inglês).

Quanto a realidade virtual (VR, também na sigla em inglês) serão tecnologias revolucionárias para a prática da medicina.

Há inúmeras aplicações sendo implantadas e testadas em todo o mundo que envolvem uma ou as duas plataformas, ou ainda mais comum a realidade mista (RM), que combina ambas.

O Brasil também está dando seus primeiros passos nesse terreno.

“A realidade mista é a próxima evolução da interação do usuário e será tão significativa quanto as tecnologias sensíveis ao toque e o celular.

Para os cuidados de saúde, a capacidade de visualizar estruturas 3D complexas é muito poderosa”.

Diz Simon Kos, diretor e chefe da área médica da Microsoft.

A empresa tem uma aposta forte nesse mercado com o Hololens.

Um dos principais aparelhos para realidades aumentada e virtual que opera com o Windows Mixed Reality.

Segundo Kos, no domínio cirúrgico a realidade mista está sendo usada para planejar procedimentos complexos.

Como exemplo, ele cita o uso do Hololens pela Universidade de Oslo em cirurgias pediátricas, cardíacas, do fígado e colorretal.

“Em Paris, no Hospital Avicenne, foi realizada uma artroplastia do ombro com a participação remota de médicos dos EUA, da Coreia do Sul e do Reino Unido.”

Para ele, duas áreas emergentes para a realidade mista na área da saúde incluem ultrassom virtual.

Que a Universidade de Maryland está testando, e visitas domiciliares de telessaúde, das quais Silverchain, na Austrália, é pioneira.

No Brasil, a Digital Pages desenvolveu uma aplicação interativa para o planejamento cirúrgico usando o Hololens.

O Next Surgeries introduz o uso de projeções holográficas nesse planejamento e o aplicativo está disponível na plataforma RDP Learning.

O professor Chao Lung Wen, chefe da disciplina de telemedicina da Universidade de São Paulo.

Ressalta a capacidade da realidade mista para o ensino e para capacitação profissional.

Ele cita como exemplo o uso de manequins de baixo custo com marcadores.

Que combinados com a realidade aumentada dão a percepção de um ser humano com todas as suas funções.

“Isso traz mais eficiência e reduz os casos de iatrogenia (efeitos adversos resultantes do tratamento médico)”, avalia.

Foi pensando nesse espaço que surgiu a startup medRoom.

Segundo Vinícius Gusmão, CEO, foi criado um laboratório de morfologia e anatomia.

E a empresa escolheu duas disciplinas para se dedicar, anatomia e fisiologia, as que permeiam as demais.

“Você consegue acompanhar de forma realística e por camadas todo o organismo de uma pessoa viva e saudável.”

Fonte: Valor Ecônomico – 30.07.2018

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