Corrupção

Controladoria e PF apontam desvios de R$ 16 mi do SUS em Chapecó

Por Roberta Massa B. Pereira | 20.09.2018 | Sem comentários

Operação Patriarcado identifica sobrepreço em exames de R$ 6,7 milhões e destinação de recursos para empresas de familiares e pessoas ligadas a dirigente do Hospital Regional Oeste, da cidade catarinense. A Controladoria e a Polícia Federal deflagraram nesta quinta, 20, a Operação Patriarcado.

Que visa desarticular suposto esquema de desvios de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), destinados ao Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó (SC).

Desdobramento da Operação Manobra de Osler, a ação desta quinta é realizada em parceria com o Ministério Público Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público Estadual de Santa Catarina.

Aa força-tarefa cumpre dez mandados de busca e apreensão, além de decisão judicial de indisponibilidade de bens dos principais envolvidos e de duas suspensões do exercício de função pública.

A operação mobiliza mais de 50 investigadores, entre policiais federais, promotores do Gaeco e auditores da CGU, informou a Assessoria de Comunicação Social da Controladoria.

As medidas estão sendo cumpridas em empresas, residências e órgão público dos municípios de Chapecó (SC), Xanxerê (SC) e Maringá (PR).

Segundo as investigações, entre 2014 e 2016, o HRO, hospital público administrado pela Associação Hospitalar Lenoir Vargas, recebeu cerca de R$ 188 milhões oriundos do SUS.

Deste valor, aproximadamente R$ 16 milhões foram destinados a empresas de familiares e de pessoas direta ou indiretamente ligadas ao dirigente da Associação.

Dentre essas empresas, um laboratório de análises clínicas recebeu o maior volume de recursos oriundos do hospital no período, cerca de R$ 12 milhões.

Sobre o laboratório, não foi apresentado o processo seletivo que deu origem à escolha e foi identificado que o dirigente da Associação foi seu sócio até 2010, ano em que foi substituído na empresa por familiar direto.

Além disso, para o período sobre exames, foram identificados sobrepreços de cerca de R$ 6,7 milhões praticados nos valores de procedimentos de análises clínicas, supostamente realizados pelo laboratório.

Em nota, o Conselho Delegado de Administração do Hospital Regional Oeste destacou que ‘sempre prestou e continuará prestando e atendendo todas demandas oficiais’.

Os serviços médico-hospitalares não foram interrompidos, destacou o HRO.

Fonte: Estadão – 20.09.2018.

Ebook Planejamento Estratégico em Saúde, baixe agora o seu.

Compartilhe!