Tecnologia

Telemedicina contribui para reduzir desperdícios na saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 09.11.2018 | Sem comentários

A atenção telemática no campo da saúde tem otimizado o tempo de quem espera por cuidados médicos e poupado recursos com gastos burocráticos para as empresas que atuam no segmento na Espanha.

Esta experiência foi compartilhada hoje por Manuel Grandal, gerente adjunto de assistência de cuidados hospitalares e coordenador do Grupo de Trabalho de Telemedicina do Governo de Madri, com os participantes do 6º Conahp (Congresso Nacional de Hospitais Privados), durante a plenária ‘Desperdícios na saúde’.

O evento, que está sendo realizado em São Paulo, acontece de 07 a 09 de outubro e é organizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

O uso da telemedicina aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Mais e mais pacientes estão se voltando para a comunicação interativa com seu médico ou profissional de saúde em tempo real por aplicações de vídeo para consulta médica.

“Entre os impactos da atenção telemática estão a redução de custos em saúde, em viagens e em tempos de espera”, observa o executivo.

Desde 2014, uma solução unificada para todos os hospitais públicos de Madri foi criada.

O sistema de Telemedicina instalado permite, por exemplo, a comunicação bidirecional em tempo real entre um hospital que não dispõe de uma unidade neurológica integrada com um hospital de referência na especialidade.

“Isso permite a troca de informações e experiência entre os profissionais de saúde, além de possibilitar diagnosticar os casos, miniza o tempo entre a identificação do diagnóstico e o início do tratamento, evitando deslocamentos desnecessários entre os centros”, explica Gandral.

Atualmente, há 10 hospitais de referencia que dão suporte para 14 hospitais de seu entorno, em Madri.

Outra medida adotada pelo sistema espanhol que contribuiu para a redução de desperdícios na saúde foi a implementação de receituário digital.

“Reduzimos significamente os gastos com papel para a emissão de receitas”, diz o especialsita.

“Agora, as informações são disponibilizadas no sistema, e o paciente também tem essa informação em seu cartão de saúde.

Ele vai até a farmácia, seu sistema é acessado e com isso é possível identificar qual e quantos medicamentos ele adquiriu”, complementa.

“Além disso, esse histórico pode ser acessado por qualquer médico, o que auxilia no tratamento, amplifica a segurança e agiliza diagnósticos”, pontua.

No momento, 21 mil médicos estão inscritos no sistema do Ministério da Saúde de Madri.Segundo Gandral, a telemedicina mantém um nível de efetividade clínica similiar a das consultas prenseciais.

“Além disso, estimula o intercâmbio cienfício e de informação entre os profissionais dos hospitais pequenos e periféricos, que deixam de se sentirem “excluídos” por poderem intercambiar conhecimentos com seus pares de outros hospitais”.

Ele conta também que os hospitais públicso de gestão privada são líderes em aproveitamento em telemedicina e que o seguro privado também está ganhando terreno no sistema público de saúde.

Na última década, a telemedicina transformou o gerenciamento de doenças crônicas, pois através de suas diferentes aplicações (telemonitoramento, teleconsulta e teleducação) é possível um acompanhamento mais próximo.

Promove também a autonomia do paciente e melhora o conhecimento de sua doença, o que otimiza o tratamento em cada momento evolutivo da doença.

Em dez anos, o sistema de telemedicina permitiu a Madri economizar cerca de 71 milhões de euros por ano.

Fonte: DCI – 09.11.2018.

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