Gestão

Ministro da Saúde promete ‘choque de gestão’ em hospitais do Rio

Por Roberta Massa B. Pereira | 02.01.2019 | Sem comentários

O futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentou nesta sexta-feira, 28, as prioridades da pasta nos primeiros cem dias de gestão Jair Bolsonaro (PSL)

O futuro ministro da SaúdeLuiz Henrique Mandetta, apresentou nesta as prioridades da pasta nos primeiros cem dias de gestão Jair Bolsonaro (PSL).

Entre elas, haverá um “choque de gestão” em seis hospitais e três institutos federais da cidade do Rio de Janeiro, segundo o ministro

“Esses hospitais federais precisam ser integrados, tomar um choque de gestão, melhorar a questão da compra conjunta”, afirmou Mandetta na sede do governo de transição em Brasília, o CCBB.

“Na parte de atendimento hospitalar, a rede federal no Rio de Janeiro vem passando por inúmeros problemas, então a gente deve entrar numa agenda com a agenda hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro.”

Por “choque de gestão”, ele exemplificou a unificação de compras e revisão de contratos.

Os hospitais federais do Rio de Janeiro são o de Ipanema, Bonsucesso, Lagoa, Andaraí, Cardoso Fontes e Servidores do Estado.

Os institutos são os do Câncer, Cardiologia e Traumatologia e Ortopedia. 

Questionado sobre o motivo de começar pelo Rio, ele afirmou que a gestão desses hospitais e institutos depende diretamente da União.

“Para chegar no Brasil como um todo, o SUS se articula com Estados e municípios através do tripartite.

Ali posso travar uma grande discussão com eles para melhorar a performance na ponta”, disse.

No pente-fino administrativos, Mandetta também disse que pretende acabar com o controle que a milécia exerceria em alguns hospitais do Rio.

No último dia 21, o futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse, em entrevista ao Estado, que o governo faria uma intervenção em hospitais do Rio, que seriam, segundo ele, dominados pela milícia. 

A crise na saúde pública no Rio ganhou notoriedade nacional, seja por casos em que pessoas morrem na fila de espera ou escândalos de corrupção, como o do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Alvo da Operação Fatura Exposta da Polícia Federal. O próprio ministro citou corrupção como um dos exemplos para a escolha da agenda.

Segundo Mandetta, o ministério vai trabalhar em três eixos principais:

O primeiro é socorrer os hospitais e institutos federais cariocas; o segundo, atuar na saúde básica em Roraima; e o terceiro, promover uma estratégia de saúde da família em algum Estado ainda não selecionado. 

No caso de Roraima, seria um “ponto dramático”, nas palavras dele, “porque mostra muito a falência da atenção básica, principalmente na área de vigilância e saúde”.

A migração do venezuelanos teria trazido doenças como sarampo e encontrou uma população pouco vacinada, afirmou Mandetta.

“Vamos ter que chegar até lá e fazer o rearranjo do impacto dessa grande diáspora venezuelana através do território brasileiro.”

Ele não entrou em detalhes sobre o terceiro eixo de atuação.

Limitou-se a dizer que o foco será uma estratégia para atenção básica e saúde da família, em um Estado ainda não definido. 

O futuro ministro da Saúde foi o primeiro a detalhar a pauta prioritária para os cem primeiros dias de governo.

Como determinou a agenda apresentada na quinta-feira, por Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, para a primeira reunião ministerial do governo empossado. 

Fonte: Estadão – 02.01.2019.

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